Finalmente começamos a ter sensibilidade
para olharmos o planeta que habitamos de outra forma. Após anos de maus tratos a esta “esfera” azul que nos abriga, vemo-nos agora preocupados com o ambiente, os eco-sistemas, a sustentabilidade. Vivemos em cidades concentradas onde até há anos não houve preocupações urbanisticas e deparamo-nos agora com cidades ruidosas, poluídas, onde o tráfego automóvel predomina e onde as pessoas não são
mais que uma massa de gente que todos os dias chega e parte.
São muitas as correcções que estão a ser implementadas nos Municipios, e é de louvar grande parte deste trabalho. Estão a conseguir devolver a cidade à população.
Contudo, são muitos os problemas que as cidades estão a passar, um pouco por todo o mundo, particularmente cidades costeiras que sofrem a subida do nível da água do mar.
Neste sentido, o Arquitecto belga Vincent Callebaut propôs para o concurso da Académie Royale des Beaux-Arts de Bruxelas, tendo ganho com este projecto o Grande Prémio de Arquitetura Napoléon Godecharle, uma cidade futurista, flutuante.
Parecendo saídas de um imaginário só presente em desenhos animados, estas plataformas que à primeira vista nos parecem enormes cadeiras insufláveis no meio
do oceano são a solução mais viável para este aumento de massa de água, podendo flutuar à volta do mundo.
Nada mais que protótipos, estas eco-cidades estão pensadas para albergar 50 000 habitantes, onde toda a energia consumida é fornecida por fontes de energia renovável: sol – paineis solares, vento – moinhos eólicos, aproveitamento do movimento das ondas do mar e da biomassa. Para além disto,
tem um lago no seu centro que recolhe a água da chuva, de forma a purificá-la e torná-la própria para consumo.
O arquitecto diz tratar-se de uma cidade anfíbia, sem carros, sem ruas, mas coberta de plantas e com habitações suspensas sobre jardins, criando uma existência equilibrada entre o Homem e a Natureza.
São ainda um sonho, mas não impensável se tivermos em mente o aquecimento global, o degelo nas calotas polares e a consequente subida do nível médio da água do mar.
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