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Prós e Contras da Impressão Digital vs Offset tradicional

Quais os Prós e Contras da Impressão Digital vs Offset tradicional? Temos alguns clientes que facilmente associam a impressão digital a custos de impressão mais baixos. Embora esta conjugação de ideias não esteja de todo errada, a verdade é que está muito, mas mesmo muito longe de ser verdadeira. Os tipos de impressões devem ser selecionados de acordo o tipo de projeto que se executa. Todos os projetos são diferentes uns dos outros, como tal, quando chega a hora de optar por qual o tipo de impressão mais adequado é necessário ponderar as vantagens e desvantagens de cada um dos tipos de impressão mais comuns: neste caso, o digital e o offset. Por isso antes de escolher o tipo de impressão adequado, por favor, tome uma decisão informada. Saiba inclusivé como fazer um bom pedido de orçamento.

Impressão Digital

PRÓS ou VANTAGENS

A impressão digital é incrivelmente mais rápida que a offset, podendo portanto ser a ideal para projetos em que o prazo está realmente apertado. A impressão offset possui um tempo de preparação muito elevado, quer no que toca à pré-impressão quer mesmo no que à impressão propriamente dita diz respeito. Como tal, sugiro que pondere bem os seus projetos de forma a que possua tempo suficiente para poder selecionar o tipo de impressão mais adequado, pois como pode observar, com prazos muito curtos torna-se quase um imperativo optar pela impressão digital. Com a impressão digital pode eventualmente conseguir toda a concepção e produção em menos de 24 horas, o que é muito, mas muito improvável acontecer no processo offset.

Mas além dos prazos existe um outro fator igualmente importante e determinante na altura de iniciar um projeto: o seu custo final. Assim, pode-se dizer que as preocupações orçamentais são tão importantes quanto o tempo de execução do mesmo. Se o seu projeto é de pequena tiragem, falo, vulgarmente em quantidades inferiores a 2.000 unidades (embora esta informação possa variar consoante o formato dos seus impressos comerciais), então, a impressão digital é mais uma vez uma opção a ter em conta. Como havia dito anteriormente, uma das grandes vantagens da impressão digital é o seu baixíssimo custo de preparação.

Processo de Conversão CMYK | Imagem: SXC.hu ©

Processo de Conversão CMYK | Imagem: SXC.hu ©

Uma outra grande vantagem para mim na impressão digital é a precisão que se consegue nas provas anteriores à impressão final. por outras palavras, uma vez que a impressão digital não possui quase qualquer tempo de preparação, as provas são exatamente iguais às impressões finais, então, assim permite-nos que consigamos aprovar muito mais que a disposição dos elementos no impresso. Com a impressão digital é possível aprovar a cor quase a 100%. Na impressão digital podemos, logo nas provas, saber como o nosso projeto se vai comportar naquele tipo de papel em específico, com aqueles tipos de acabamentos em concreto. Nenhum outro sistema de impressão permite um processo de aprovações tão elevado e fiável.

Outra grande vantagem da impressão dgital é a facilidade com que se podem efetuar alterações ao projeto em termos de design, quer sejam cores, textos, ilustrações, imagens, tudo isto pode ser facilmente personalizavel durante o processo de impressão sem que se tenha de diminuir de forma significativa a velocidade de impressão. A este tipo de impressão chama-mos impressão de dados variáveis, ou seja, vamos imaginar que necessita de personalizar um mero documento de campanha  para uma determinada associação. Pode personalizar tudo aquilo que desejar, como por exemplo, a inserção da fotografia do associado no documento que ao mesmo diz respeito. Este tipo de personalização é muito importante para acções de marketing. Se necessitar personalizar os seus documentos, então… mais vale apenas pensar DIGITAL.

CONTRAS ou DESVANTAGENS

Embora a impressão digital tenha vindo a evoluir ao longo dos tempos e, esteja previsto para breve um novo salto qualitativo vindo das mãos dos criadores da Indigo, com a introdução da nano impressão, a verdade é que a qualidade de impressão ainda não é verdadeiramente desejada, nem a sua flexibilidade em termos de papéis (suportes físicos) muito abrangente. A impressão offset, no que a isto diz respeito oferece uma, extremamente ampla gama de suportes físicos a utilizar, além de possibilitar o uso de cores Pantone® e uma quase infindável oferta de difierentes tipos de acabamentos personalizáveis. O resultado final pode ser de uma precisão quase inigualável.

Catálogo Pantone® | Imagem: SXC.hu ©

Catálogo Pantone® | Imagem: SXC.hu ©

Os equipamentos de impressão digital usam um processo de impressão baseado em apenas quatro cores base (CMYK) e, depois, através de um processo de correspondência tentam simular aquelas cores que não conseguem atingir, nem mesmo competir com o tradicional offset.

Um outro ponto fraco da impressão digtal é que a sua tinta raramente é absorvida pelos suportes fisicos, provocando assim rachadelas  nos vincos, ou nos cortes junto à margem do trabalho. As tintas offset por sua vez, são tintas à base de água, assim, estas são absorvidas em mais de 80%, permitindo assim uma uniformidade de cor muito mais elevada e fiável.

Comvém igualmente lembrar que se a impressão digital é uma excelente escolha para pequenas tiragens, é uma péssima escolha para tiragens de média ou grande dimensão. A impressão digital possui um custo fixo por impressão, por sua vez, a impressão offset vai diluindo os seus custos de preparação ao longo do processo produtivo de forma que em grandes tiragens, quase que não existe qualquer valor a acrescentar além das matérias primas e tempo de impressão.

Em suma…

Os principais prós e contras da impressão digital estão aqui descritos e são bastante claros. A impressão offset continua a ser o melhor processo de impressão, particularmente quanto a qualidade das imagens e das cores se encontram em risco. As mais recentes tecnologias que permitiram a total eliminação dos velhinhos fotolitos, ofereceram às chapas de zinco uma precisão superior de detalhe e de qualidade.

Chapa | imagem: SXC.hu ©

Chapa | imagem: SXC.hu ©

Conforme já havíamos referido anteriormente, a impressão offset permite um maior número de opções quando desejamos imprimir em diferentes tipos de materiais e suportes físicos. Muitos projetos de design gráfico exigem tipos de papel incomuns, bem como formato acima do que a impressão digital consegue suportar. Se este for o seu caso, não tem outra opção que não seja optar pela  impressão offset.

Quando falamos em acabamentos especiais, como é o caso do verniz localizado, os resultados finais são sempre muito mais fiáveis  quando feitos em impressão offset, pois além da precisão ser de quase 100%, o offset ainda permite uma excelente combinação das cores CMYK (quadricromia) com as cores exatas da gama Pantone®.

Em suma, a escolha do seu processo de impressão deve depender da qualidade que se pretende, do orçam,ento que temos disponível,  bem como respetivo cornograma. Deve listar cuidadosamente aquilo necessita antes de tomar a sua decisão final.

Já agora, quando necessita fazer impressões, que sistema de impressão costuma fazer?

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Porque não devo usar imagens web para impressão?

Existem imensos motivos para que não use imagens retiradas da internet nas suas impressões gráficas. Um bom motivo é que está  usar imagens de baixa qualidade com direitos de autor e, como tal, sujeito a futuros problemas judiciais. Mas deixemos a justiça de parte neste momento e foquemo-nos apenas nas imagens em si.

Uma imagem que se encontra disponibilizada na internet é em 90% dos casos uma imagem com apenas 72 dpi de forma a que a mesma seja mais leve e como tal surja mais rapidamente no seu monitor. Independentemente da imagem ter um centímetro  quadrado, ou um mtero quadrado, ela é normalmente composta numa resolução de apenas 72 dpi.

72vs300DPI1 © imagem: echoenduring.com

72vs300DPI1 © imagem: echoenduring.com

E depois? Qual é o problema?

Não deixa de ser uma imagem pois não?

A questão é a resolução da imagem, ou para simplificar, pode-se dizer por outras palavras que o importante é o nível de detalhe. Ora como pode a minha escolha de imagens afectar o nível de detalhe? Simples, nos tradicionais métodos de impressão as imagens coloridas são compostas por diferentes séries de pontos sobrepostos, a que se deu o nome de meios tons.  Significa isto que através de pontos, da forma dos mesmos e do seu tamanho, podemos criar uma imagem, mesmo com as limitações técnicas existentes no processo de impressão.

Dá-se o nome de DPI ao número de pontos usados por polegada para criar uma determinada imagem.  A título de curiosidade importa ressalvar que cada 1 polegada corresponde a 2,54 centímetros. A polegada é no entanto a unidade de medida padrão para se definir a resolução de uma imagem em design gráfico.

A regra básica, no que qualidade de imagem diz respeito é a seguinte e óbvia. Quanto mais pontos existirem por polegada numa imagem, mais nítida e detalhada será essa mesma imagem. Ora, a maioria das imagens existentes na internet são compostas por 72 pontos por cada polegada (72 DPI) no seu tamanho real (100%), ao passo que as imagens para impressão devem conter no mínimo 300 pontos por cada polegada (300 DPI) no seu tamanho real (100%), de forma a assegurar que as mesmas são legíveis e com detalhe suficiente para fazer passar a informação desejada.

A melhor forma de o demonstrar é com um exemplo. Imaginemos que baixamos uma imagem da internet e a mesma possui 72 DPI e 318 mm (12,5 polegadas). Quando esta imagem for impressa, será impressa com uns notáveis 1800 pontos. (72 DPI x 12,5  = 900 x 2 (lados) = 1800) Se a mesma imagem tivesse 300 DPI seriam necessários algo como 11250 pontos. Ou seja, se eu colocasse a tal imagem de 72 DPI impressa no tamanho real, eu veria uma imagem sem detalhe composta por imensos pontos. Se eu quisesse usar essa imagem que descarreguei na internet, mas com os devidos 300 DPI teria de a reduzir até encontrar um ponto de equilíbrio, ou seja os tais 300 pontos por cada polegada  (72 / 300 x 12,5 (comprimento ou largura). Ou seja, a imagem iria passar de um razoáveis 318 mm para uns meros 76 mm, ou seja, para se entender melhor, uma imagem com 31,8 cm a 72 DPI, teria de passar a ter apenas 7,6 cm se a quiséssemos imprimir com alguma qualidade e detalhe.

72vs300DPI © imagem: graficabythesea.com
72vs300DPI © imagem: graficabythesea.com

Como você pode ver na imagem acima, ao imprimir uma imagem numa resolução baixa vai permitir que veja os diferentes pontos de cor que compõem a imagem, perdendo assim todo o detalhe pretendido. Se a mesma estiver com os 300 DPI pretendidos,  o ponto continua lá, mas de forma muito mais suave e difusa dando à imagem todo o detalhe necessário.

Porque motivo isso não acontece na sua impressora? Porque os processos de impressão são diferentes, mas deixemos isso para outra altura!

O que posso eu fazer de futuro para evitar esta situação?

Não é nada complicada a solução. De futuro e para garantir a melhor qualidade possível nos seus projectos de impressão, certifique-se que as suas imagens estão pelo menos com 300 dpi quando se encontram no tamanho em que você as quer imprimir. Se necessitar de ajuda, contacte-nos e teremos todo o gosto em o ajudar.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Posters de Tipografia

Após algum tempo passado numa das minhas pesquisas pela internet, encontrei várias imagens que me despertaram a atenção. Após uma vista de olhos mais cuidada constatei que eram posters incrivelmente bem feitos, e tendo com tema principal, a tipografia.

Estes são sem duvida o tipo de posters que um dia gostaria de decorar o meu quarto, é essensial apreciar o excelente trabalho desenvolvido pelo respectivos designers, e claro pelos impressores e equipamentos que passam para o papel exactamente aquilo que projetamos. Read more

A Impressão Digital é mais barata?

A crescente e constante evolução da tecnologia relativa à impressão digital, trouxe consigo enormes avanços técnicos, mais opções e novas e melhores funcionalidades para impressão comercial, empresarial e de marketing atual. No entanto, no meio de tudo isto, as pessoas confundem-se e chegam a um ponto que não sabem qual o melhor processo de impressão: se o digital, se o offsset. Vamos, hoje, tentar ajudar um pouco nesse sentido.

Impressão offset, corpo a corpo | Imagem: www.tisk-knjig.si

Impressão offset, corpo a corpo | Imagem: www.tisk-knjig.si

Antes de continuar, julgo ser importante recordar como funciona o atual sistema de impressão offsset convencional, também chamado de litografia offset. O sistema offsset tradicional (processo de impressão indirecta) funciona com matrizes produzidas através do uso de chapas de alumínio que servem de meio de gravação e, ao mesmo tempo, como meio de transferência da imagem para o material físico a imprimir (normalmente papel). O sistema offset tradicional é, desde a segunda metade do século passado, o principal processo de impressão e o mais usado, tanto em embalagens como os mais variados documentos impressos e de marketing, garantindo sempre uma excelente  qualidade (a qualidade média cifra-se em 175~200 linhas) para médias e grandes tiragens em praticamente em qualquer tipo de papel e, inclusive, alguns suportes “plásticos”, como por exemplo o poliestireno.

Sistema de impressão Offset | Imagem: portaldasartesgraficas.com
Sistema de impressão Offset | Imagem: portaldasartesgraficas.com

No sistema de impressão indirecta, como já referido anteriormente, existe um objecto entre a matriz e o papel, ao qual se deu o nome de cauchú ou blanqueta. A imagem encontra-se na matriz (antigamente, era necessário o uso de fotolitos para passar a imagem do computador para a chapa. Hoje em dia esse processo é feito automaticamente através do uso de CPS’s) denominada de  chapa e, daqui é transferida para um cilindro coberto com borracha (o tal cauchú) e daí, finalmente, para o suporte físico, vulgarmente papel. Em suma podemos dizer que a matriz (chapa) imprime o cauchú e este o papel. Como podemos ver na imagem, este processo tem de ser repetido por cada cor (CMYK), uma vez que cada corpo da máquina possui apenas uma cor; por outras palavras, a “impressora” imprime uma cor de cada vez até, por adição, imprimir todo o trabalho.

A impressão digital por sua vez, funciona através de um processo muito mais simples e elimina grande parte desta mecânica convencional e acima de tudo, reduz enormemente os custo de preparação e acerto de máquina, sendo por isso muito útil e prática para a realização de provas de cor e alguns trabalhos. Mas… quais as vantagens e desvantagens? Qual é a melhor opção?

Vantagens da impressão  Digital

  • Tempos de execução extremamente mais curtos.
  • Não necessita de acertos de cor, pois a primeira impressão é igual à última.
  • Tiragem certa; menos desperdício e menos variações.
  • Custo mais baixo até cerca de 1250 tiragens.
  • Impressão de dados variáveis.

 

Vantagens de Offset

  • Maior qualidade de imagem.
  • Maior gama de suportes e superfícies de impressão.
  • O custo unitário cai imenso quando a quantidade sobe.
  • Possibilidade de, em impressão folha a folha, suportar formatos maiores de impressão, logo melhor aproveitamento e menores tiragens.

 

 Ainda indeciso? Aqui vai mais uma ajuda:

Quantidade: A impressão offset tem bastantes custos fixos. Em pequenas tiragens o custo da impressão offsset será certamente elevado, mas se aumentar as quantidades, o o custo unitário cai imenso na impressão offset, pois ao contrário da impressão digital, os seus custos variáveis são bastante reduzidos. Em suma: pequenas quantidades opte pela impressão digital, mas em grandes quantidades pense offset.

Suporte de impressão: Necessita de um papel especial ou de um acabamento fora do comum? Pois bem, embora as opções de diferentes materiais e acabamentos estejam a aumentar de dia para dia no mundo do digital, a verdade é que a impressão offset ainda é quem oferece maior flexibilidade.

Cor: As máquina de impressão digital usam normalmente quatro cores (CMYK) de impressão no seu processo, embora algumas já imprimam também em cores Pantone® (cores directas).

 Se necessitar apenas de efectuar uma impressão a uma cor, por exemplo verde, a melhor opção será sem dúvida a impressão offset, pois na impressão digital será necessário recorrer ao sistema de quadricromia, enquanto que no sistema offset, a mesma impressão poderá ser executada recorrendo apenas a uma cor composta (neste caso, o verde).

Se necessita de uma impressão em selecção de cor ou quadricromia (vulgarmente chamada de impressão a quatro cores) o ideal poderá ser a impressão digital, pois quase de certeza irá oferecer-lhe menores custos iniciais.

Se por outro lado planeia efectuar uma impressão em cores directas através do Pantone Matching System ®, a impressão offset vai-lhe oferecer uma maior gama de cores, uma melhor correspondência e maior realismo.

impressao digital Heidelberg | imagem: www.instantprinting.org

impressao digital Heidelberg | imagem: www.instantprinting.org

Prazos: Se o prazo é curto, o digital oferece-lhe quase sempre melhores prazos de entrega.

Povas de cor: O Digital oferece provas precisas e no material que deseja imprimir no final o seu projecto. As provas de cor no processo offset são extremamente caras, quase proibitivas.

Personalização: Não pense mais! A impressão digital oferece-lhe esse serviço a um custo impossível de combater no processo offset, por isso, bem que podemos dizer que impressão personalizada, só se for impressão digital.

Ainda continua com dúvidas? Coloque-as, quem sabe poderemos ajudá-lo.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Gestão de cor através de perfis ICC

Os perfis de cor ICC são um componente padrão informativo da gestão de cores desenvolvido pela International Color Consortium. Estes componentes que já vão na Versão 4 servem para optimizar a compatibilidade da cores em diferentes suportes. Estes perfis podem ser embebidos nas próprias imagens e usados para processar quando digitaliza, visualiza ou imprime um determinado trabalho. Os perfis de cor descrevem o comportamento de uma determinada cor em diferentes suportes e ou equipamentos de forma a que, durante o fluxo de trabalho, se consiga obter sempre uma cor consistente, fiável e realista em todos e qualquer estágio de um projecto gráfico de impressão.

Perfis de Cor

Perfis de Cor

Quando trabalhamos com aplicações gráficas como Adobe Photoshop, Corel Draw, Adobe Illustrator, Macromedia Freehand, entre muitas outras, devemos logo à partida, ao criar a página, definir qual o espaço de cor com que desejamos trabalhar e perfil de cor a utilizar. Depois, mesmo que coloquemos imagens em RGB, CMYK, ou outro espaço de cor, as mesmas são automaticamente convertidas à saída para o espaço de cor que anteriormente definimos sem a necessidade de andar a converter imagem a imagem.

Com estes novos métodos, podemos modificar para diferentes perfis de cor sem ter a necessidade de alterar as imagens originais, pois as características da cor estão optimizadas para os processos de impressão.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Espaço, espectro ou gama de cor CMYK e RGB… O que é?

O espaço de cores que um determinado dispositivo consegue reproduzir , capturar ou apresentar é chamado de gama (gamut). A gama de cores de cores que a maioria dos dispositivos, como por exemplo impressoras, conseguem mostrar é apenas uma pequena fracção do espectro de cores possíveis. Podemos ver isso na imagem abaixo.

Gamas de Cor
Gamas de Cor

 

As cores normalmente diferem de um dispositivo para outro, seja ele uma impressora ou, por exemplo, um monitor. Isto acontece por vários motivos, sendo que o principal é o simples facto de estarmos a trabalhar em contextos diferentes. Claro que, se calibrarmos ao máximo dispositivos semelhantes, conseguimos cores próximas, porém, nunca nos é possível visualizar algo no monitor e reproduzir isso mesmo numa impressora, pois o monitor trabalha na gama de cores RGB e a impressora, normalmente, na gama CMYK. Para minimizar esta situação relativa aos diferentes modos de cor, usamos regularmente perfis de cor. Estes perfis, habitualmente embebidos nos próprios ficheiros, conseguem assegurar que a cor se mantenha o mais fiel possível ao longo de todo o processo, sejam eles diferentes monitores, diferentes impressoras, ou mesmo outros dispositivos. Assim, é demasiado importante que logo que iniciemos um projecto, se defina o perfil de cor a utilizar. Esta decisão deve depois ser acompanhada desde a digitalização, passando pelo design, artes finais e terminando na impressão do projecto em causa. Só assim, conseguiremos manter e prever as cores finais do projecto, caso contrário… imprimir será sempre uma aventura!

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Diferentes modos de cor: RGB e CMYK

Os designers e criativos usam no seu dia a dia diferentes modelos para seleccionar e manipular a cor, como resultado do uso de diferentes formas de visualização das cores. Num televisor, num computador ou mesmo num telemóvel a imagem emite diferentes tonalidades de luz vermelha, verde e azul (do inglês RGB: Red, Green, Blue) de forma a gerar a imagem num seu todo. Assim, quando trabalhamos, editamos, ou criamos algo num software de imagem como os as Adobe ou Corel por exemplo, temos disponível nas opções da aplicação o modo de cor a usar e que devemos seleccionar logo à partida tendo em conta o tipo de trabalho que estamos a desenvolver. Se estamos a fazer um banner para um website por exemplo deveremos trabalhar em RGB, mas se estamos a desenvolver um flyer para impressão, então nesse caso, deveremos trabalhar a imagem em CMYK.

O que é o CMYK? O modo CMYK é utilizados para os sistemas de impressão. O processo de impressão é regularmente feito usando quatro cores transparentes: ciano, magenta, amarelo (do inglês CMY: cian, magenta, yellow) e preto (do inglês K: black). O preto é usado essencialmente para criar detalhe nas imagens, para trabalhar as sombras, impressão de texto e claro… todo o tipo de gráficos que queiramos desenvolver nessa cor. Quando estamos a trabalhar numa aplicação de edição gráfica, podemos então conforme já atrás referido, alternar entre diferentes modelos de espaço de cor. Aqui referimos apenas o RGB e o CMYK, mas existem ainda outros modos de cor como o demonstra a imagem abaixo.

modos de cor

modos de cor

Vermelho, Verde e Azul, ou seja o modo de cor RGB é um modo de cor que é conseguido através da adição das cores primárias da luz. Em termos de tratamento da cor numa aplicação, temos de a trabalhar numa escala de 0 a 255, em que 255 corresponde a 100% de adição de luz. Ora, se por exemplo se combinar 100% de cada uma das cores, obtemos aquilo a que definimos de luz ou seja o branco; Por outro lado se não adicionarmos qualquer percentagem de cor ficamos apenas com a escuridão,por outras palavras, preto. Já no caso do modo de cor usado para impressão (CMYK), estamos a falar de cores subtractivas e não aditivas como no caso do RGB. Ora, no caso das cores subtractivas a cor é conseguida através da adição de pigmentos de cor: ciano, magenta, amarelo e preto. Estes pigmentos de cor filtram os componentes primários da luz (RGB) e vê-mos apenas o remanescente. Por exemplo, se fazemos uma impressão na qual absorvemos toda a luz vermelha, o resultado será um azul água composto apenas pela luz subjacente: a verde e a azul.

Se se combinar numa folha de papel 100% de ciano, magenta e amarelo, o resultado seria na teoria a completa absorção da luz e logo, obteríamos o preto, mas devido às impurezas existentes quer no suporte físico (neste caso uma folha de papel) quer mesmo devido às impurezas existentes nos próprios pigmentos de cor, a verdade é que quando juntamos a totalidade das três cores (CMY) não conseguimos obter mais do que um preto que não é verdadeiramente preto. Chamamos a esse preto um preto russo. Assim, foi necessário adicionar uma quarta cor (K), o preto, para se conseguir o preto ‘puro’.

CMYK e o Preto Russo

CMYK e o Preto Russo

Normalmente as aplicações gráficas, como por exemplo as referidas logo no início deste artigo, requerem que se trabalhe apenas num modo de cor: RGB ou CMYK. No entanto, embora se esteja a trabalhar em apenas um modo de cor, habitualmente estão disponíveis outras formas de selecção de cor como Pantones ®, HSB (Matiz, Saturação e Brilho), entre outros.

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Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.