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II Encontro Nacional de Fotografia de Natureza e Vida Selvagem

Depois do grande sucesso que foi o Iº Encontro de Fotografia de Natureza e Vida Selvagem em 2011, o qual aqui fizemos referência e, no qual infelizmente não tive oportunidade de marcar presença, aqui surge mais um novo evento, que é já para a semana e, o qual, se tudo correr bem, não deixarei passar em claro!

Segunda Edição

Segunda Edição

Nesta segunda edição, e devido ao enorme sucesso que se conseguiu com o anterior, o programa será alargado a dois dias, 28 e 29 deste mês de janeiro, no Cine-teatro João Ribeiro. Conjuntamente a esta edição, decorrerá a exposição de João Cosme, o grande impulsionador deste evento. A exposição “Rios de Vida” estará patente no Museu Municipal até finais do mês seguinte.

Neste II Encontro Nacional de Fotografia de Natureza e Vida Selvagem, estarão presentes os fotógrafos nacionais Luís Quinta, Nuno Sá, João Quaresma, Ricardo Guerreiro, Ricardo Lourenço, Paulo Lopes e Alexandre Vaz e,  José Benito Ruiz  de Espanha. Estes fotógrafos partilharão, como já aconteceu anteriormente, algumas experiências e  parte do seu portfólio, bem como algum projeto que tenham em mãos.

O Programa é o seguinte:

Programa

Programa

Para mais informações, nada melhor que visitar a página na internet criada especialmente para este efeito.

GRÁTIS: Livro “Fotografia de vida selvagem”

O fotógrafo e ambientalista Uwe Skrczypczak escreveu este livro com vários objetivos em mente: ensinar os aspectos técnicos e o fluxo de trabalho digital da fotografia da vida selvagem; mostrar a beleza da África Oriental e a menina dos seus olhos, o parque natural de Serengeti; fornecer um guia para aquele fotógrafo que está planeando uma ida num safari Africano e quer estar preparado para capturar as melhores imagens.

Todo o livro baseia-se na sua própria experiência enquanto enquanto fotografo de vida selvagem. Com base nisso, Uwe Skrczypczak fala-nos sobre o equipamento; os prós e contras dos tipos de camera e objectivas, bem como os requisitos necessários para este tipo de trabalho (bem exigente por sinal). No seu livro, o qual já me encontro a ler, ele debruça-se igualmente sobre as técnicas mais adequadas para a exposição e focagem automática, sendo este último, aliás, um dos grandes desafios na fotografia da vida selvagem.

No livro mostra-nos ainda diferentes aspectos práticos da fotografia em vida selvagem, como por exemplo, retratos de animais, quer através da técnica de disparo, quer através da técnica de panning (e assim se captura um leopardo em excesso de velocidade). Nessas imagens o autor disponibiliza um pequeno conjunto de pictogramas s fim de mostrar quais as técnicas ideais para a captura da imagem numa situação específica.

Os tópicos abordados neste livro são:

• Equipamentos e acessórios

• Planeie a sua viagem

• Condições na estrada

• O lugar certo na hora certa

• A composição da imagem

• Onde ficar e rotina diária

• A luz no leste de África

• Migrações e épocas de acasalamento

• Habitats e comportamento animal

• Cruzamentos de rios

• Os grandes felinos, rinocerontes, girafas…

Por hoje o livro encontra-se gratuitamente disponível para aquisição. Amanhã já terá de desembolsar cerca de 30€. Promoções assim, não acontecem todos os dias.

 

Aqui ficam algumas imagens do seu trabalho.

Concurso de Fotografia > Sony World Photography Awards 2012

A fotografia é o seu passatempo? E se eu lhe disser que pode ganhar uns 3.700 euros, melhor não? Pois bem, a Sony World Photography Awards  está de volta, desta vez com 10 categorias diferentes:

Sony World Photography Awards 2012

Sony World Photography Awards 2012

 

Arquitetura; Arte e cultura; Fotos com pós-processamento; Split second; Baixa luz; Natureza e vida selvagem; Panorâmica; Pessoas; Sorriso;  Viagem.

Sony World Photography Awards 2012

Sony World Photography Awards 2012

 

O Sony World Photography Awards é já amplamente reconhecido como uma das principais formas de premiação a nível global relativamente à fotografia. Através da realização de uma série de concursos anuais, a Sony tenta descobrir talentos em diversos campos da fotografia como os anteriores mencionados. Além de conseguir receber um prémio superior a 18.500 € (se profissional), ainda tem a possibilidade de mostrar o seu trabalho, quer no website da  WPO, quer mesmo em exposições internacionais, usufruindo ainda do marketing e cobertura dos médias  internacionais entre outras eventuais publicações.

As inscrições já se encontram abertas e fecham já no próximo dia 04 de Janeiro, por isso, não perca tempo! Para mais informações inscreva-se  na página oficial da Sony World Photography Awards 2012.

Espaço, espectro ou gama de cor CMYK e RGB… O que é?

O espaço de cores que um determinado dispositivo consegue reproduzir , capturar ou apresentar é chamado de gama (gamut). A gama de cores de cores que a maioria dos dispositivos, como por exemplo impressoras, conseguem mostrar é apenas uma pequena fracção do espectro de cores possíveis. Podemos ver isso na imagem abaixo.

Gamas de Cor
Gamas de Cor

 

As cores normalmente diferem de um dispositivo para outro, seja ele uma impressora ou, por exemplo, um monitor. Isto acontece por vários motivos, sendo que o principal é o simples facto de estarmos a trabalhar em contextos diferentes. Claro que, se calibrarmos ao máximo dispositivos semelhantes, conseguimos cores próximas, porém, nunca nos é possível visualizar algo no monitor e reproduzir isso mesmo numa impressora, pois o monitor trabalha na gama de cores RGB e a impressora, normalmente, na gama CMYK. Para minimizar esta situação relativa aos diferentes modos de cor, usamos regularmente perfis de cor. Estes perfis, habitualmente embebidos nos próprios ficheiros, conseguem assegurar que a cor se mantenha o mais fiel possível ao longo de todo o processo, sejam eles diferentes monitores, diferentes impressoras, ou mesmo outros dispositivos. Assim, é demasiado importante que logo que iniciemos um projecto, se defina o perfil de cor a utilizar. Esta decisão deve depois ser acompanhada desde a digitalização, passando pelo design, artes finais e terminando na impressão do projecto em causa. Só assim, conseguiremos manter e prever as cores finais do projecto, caso contrário… imprimir será sempre uma aventura!

Como conseguir uma foto de Murro espectacular!

A imagem que vêem abaixo foi captada por Blair Bunting para uma campanha publicitária da série Deadliest Catch do Discovery Channel.

Deadliest Catch: Fotografia de Blair Bunting

Deadliest Catch: Fotografia de Blair Bunting

Quer saber como esta imagem foi conseguida? Fácil. Felizmente o seu assistente Paul Morton filmou toda a acção com a sua Canon 5D MkII e Mike Maez, gentilmente editou e transformou todo este trabalho em algo inspirador, um verdadeiro tutorial.


Já anteriormente havíamos aqui apresentado um estudo de caso acerca desta série e de uma campanha que tinha sido realizada nessa ocasião.  Em meados do ano de 2009 foi pedido a Blair Bunting que captasse umas imagens para um anúncio da série Deadliest Catch (Pesca Radical) do Discovery Channel. Na ocasião foi-lhe igualmente transmitido que se pretendiam imagens com alto teor de agressividade, mas que os retratos parecem espontâneos. O conceito que se pretendia era como que se uma tempestade catastrófica os tivesse atingido nessa altura.

Optou-se por criar um cenário com cordas gigante a serem envolvidas em volta dos pescadores e, uma onda gigante a apoderar-se do navio de forma que a imagem final acabou por ser um grande gancho a esmagar o rosto de um homem. Todas as imagens teriam de ser compostas em pós produção, aliás foram, pois não se pretendia machucar os modelos. Além do mais, qual seria o seguro que cobriria tamanha brutalidade?

Fizeram-se as imagens e estas felizmente saíram conforme o pretendido, no entanto, nenhuma delas viu a luz do dia, pois o Capitão Phil faleceu dias antes da data prevista para o lançamento da campanha. No entanto, agora, dois anos passados, o fotógrafo Blair Bunting decidiu que as mesmas deveriam ser libertadas e mostradas a público, mais não seja como homenagem ao Capitão Phil.


Assim, Blair Bunting entrou em contacto com o seu amigo Paul Hill, um especialista em retoque de imagens, para o ajudar precisamente nisso mesmo: retocar as imagens que haviam sido capturadas anteriormente.

O resultado é aquele que podemos ver logo no início do artigo. Agora em termos técnicos… Blair Bunting usou todas as cabeças bi-tubo da Profoto que possuía, pois queria que o uso do flash fosse o mais curto possível. Usou ainda um ventilador de alta potência para ajudar a deformar o rosto. Claro que com isto Phil teve de usar tampões nos ouvidos, que posteriormente foram retirados em pós produção. Já agora, deixo também aqui o diagrama de iluminação de toda a cena, que alguém desenhou num guardanapo (o que me é familiar) aquando do brainstorming.

Diagrama de Ilumuniação

Diagrama de Ilumuniação

fonte: Blair Bunting

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