Posts Tagged ‘ Espaço de Cor

Porque não devo usar imagens web para impressão?

Existem imensos motivos para que não use imagens retiradas da internet nas suas impressões gráficas. Um bom motivo é que está  usar imagens de baixa qualidade com direitos de autor e, como tal, sujeito a futuros problemas judiciais. Mas deixemos a justiça de parte neste momento e foquemo-nos apenas nas imagens em si.

Uma imagem que se encontra disponibilizada na internet é em 90% dos casos uma imagem com apenas 72 dpi de forma a que a mesma seja mais leve e como tal surja mais rapidamente no seu monitor. Independentemente da imagem ter um centímetro  quadrado, ou um mtero quadrado, ela é normalmente composta numa resolução de apenas 72 dpi.

72vs300DPI1 © imagem: echoenduring.com

72vs300DPI1 © imagem: echoenduring.com

E depois? Qual é o problema?

Não deixa de ser uma imagem pois não?

A questão é a resolução da imagem, ou para simplificar, pode-se dizer por outras palavras que o importante é o nível de detalhe. Ora como pode a minha escolha de imagens afectar o nível de detalhe? Simples, nos tradicionais métodos de impressão as imagens coloridas são compostas por diferentes séries de pontos sobrepostos, a que se deu o nome de meios tons.  Significa isto que através de pontos, da forma dos mesmos e do seu tamanho, podemos criar uma imagem, mesmo com as limitações técnicas existentes no processo de impressão.

Dá-se o nome de DPI ao número de pontos usados por polegada para criar uma determinada imagem.  A título de curiosidade importa ressalvar que cada 1 polegada corresponde a 2,54 centímetros. A polegada é no entanto a unidade de medida padrão para se definir a resolução de uma imagem em design gráfico.

A regra básica, no que qualidade de imagem diz respeito é a seguinte e óbvia. Quanto mais pontos existirem por polegada numa imagem, mais nítida e detalhada será essa mesma imagem. Ora, a maioria das imagens existentes na internet são compostas por 72 pontos por cada polegada (72 DPI) no seu tamanho real (100%), ao passo que as imagens para impressão devem conter no mínimo 300 pontos por cada polegada (300 DPI) no seu tamanho real (100%), de forma a assegurar que as mesmas são legíveis e com detalhe suficiente para fazer passar a informação desejada.

A melhor forma de o demonstrar é com um exemplo. Imaginemos que baixamos uma imagem da internet e a mesma possui 72 DPI e 318 mm (12,5 polegadas). Quando esta imagem for impressa, será impressa com uns notáveis 1800 pontos. (72 DPI x 12,5  = 900 x 2 (lados) = 1800) Se a mesma imagem tivesse 300 DPI seriam necessários algo como 11250 pontos. Ou seja, se eu colocasse a tal imagem de 72 DPI impressa no tamanho real, eu veria uma imagem sem detalhe composta por imensos pontos. Se eu quisesse usar essa imagem que descarreguei na internet, mas com os devidos 300 DPI teria de a reduzir até encontrar um ponto de equilíbrio, ou seja os tais 300 pontos por cada polegada  (72 / 300 x 12,5 (comprimento ou largura). Ou seja, a imagem iria passar de um razoáveis 318 mm para uns meros 76 mm, ou seja, para se entender melhor, uma imagem com 31,8 cm a 72 DPI, teria de passar a ter apenas 7,6 cm se a quiséssemos imprimir com alguma qualidade e detalhe.

72vs300DPI © imagem: graficabythesea.com
72vs300DPI © imagem: graficabythesea.com

Como você pode ver na imagem acima, ao imprimir uma imagem numa resolução baixa vai permitir que veja os diferentes pontos de cor que compõem a imagem, perdendo assim todo o detalhe pretendido. Se a mesma estiver com os 300 DPI pretendidos,  o ponto continua lá, mas de forma muito mais suave e difusa dando à imagem todo o detalhe necessário.

Porque motivo isso não acontece na sua impressora? Porque os processos de impressão são diferentes, mas deixemos isso para outra altura!

O que posso eu fazer de futuro para evitar esta situação?

Não é nada complicada a solução. De futuro e para garantir a melhor qualidade possível nos seus projectos de impressão, certifique-se que as suas imagens estão pelo menos com 300 dpi quando se encontram no tamanho em que você as quer imprimir. Se necessitar de ajuda, contacte-nos e teremos todo o gosto em o ajudar.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Tangerine Tango é a cor de 2012 segundo a Pantone

A cor madresilva foi a cor dominante do ano de 2011, mas agora que o ano está a terminar, a Pantone decidiu já lançar a cor de 2012. Para 2012, a Pantone sugere (indica) a cor Tangerine Tango como sendo a cor que irá predominar durante esses 365 dias. As  tonalidades, continuaram por isso vibrantes em 2012.

 

Pantone 2012

Pantone 2012

O Tangerine Tango é um laranja avermelhado. Segundo a Pantone, esta cor é ideal para fornecer a energia necessária para os desafios do dia a dia e é, de acorco com a diretora da Pantone ( Leatrice Eiseman) uma mescla de sofisticação e sedução.

A Pantone disponibiliza ainda para as aplicações de design da Adobe a paleta de cores referentes a esta tonalidade. Para baixarem a paleta é só clicarem aqui. Se preferir compor a tonalidade, a pantone disponibilizou igualmente um guia para os diferentes  espaço de cor, conforme se pode ver na imagem abaixo.

Guia Pantone

Guia Pantone

Não queria no entanto terminar o artigo sem antes mostrar uma selecção feita pela designer de moda Clara Dourado de algumas imagens inspiradoras de como combinar esta nova cor.

 

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Gestão de cor através de perfis ICC

Os perfis de cor ICC são um componente padrão informativo da gestão de cores desenvolvido pela International Color Consortium. Estes componentes que já vão na Versão 4 servem para optimizar a compatibilidade da cores em diferentes suportes. Estes perfis podem ser embebidos nas próprias imagens e usados para processar quando digitaliza, visualiza ou imprime um determinado trabalho. Os perfis de cor descrevem o comportamento de uma determinada cor em diferentes suportes e ou equipamentos de forma a que, durante o fluxo de trabalho, se consiga obter sempre uma cor consistente, fiável e realista em todos e qualquer estágio de um projecto gráfico de impressão.

Perfis de Cor

Perfis de Cor

Quando trabalhamos com aplicações gráficas como Adobe Photoshop, Corel Draw, Adobe Illustrator, Macromedia Freehand, entre muitas outras, devemos logo à partida, ao criar a página, definir qual o espaço de cor com que desejamos trabalhar e perfil de cor a utilizar. Depois, mesmo que coloquemos imagens em RGB, CMYK, ou outro espaço de cor, as mesmas são automaticamente convertidas à saída para o espaço de cor que anteriormente definimos sem a necessidade de andar a converter imagem a imagem.

Com estes novos métodos, podemos modificar para diferentes perfis de cor sem ter a necessidade de alterar as imagens originais, pois as características da cor estão optimizadas para os processos de impressão.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Espaço, espectro ou gama de cor CMYK e RGB… O que é?

O espaço de cores que um determinado dispositivo consegue reproduzir , capturar ou apresentar é chamado de gama (gamut). A gama de cores de cores que a maioria dos dispositivos, como por exemplo impressoras, conseguem mostrar é apenas uma pequena fracção do espectro de cores possíveis. Podemos ver isso na imagem abaixo.

Gamas de Cor
Gamas de Cor

 

As cores normalmente diferem de um dispositivo para outro, seja ele uma impressora ou, por exemplo, um monitor. Isto acontece por vários motivos, sendo que o principal é o simples facto de estarmos a trabalhar em contextos diferentes. Claro que, se calibrarmos ao máximo dispositivos semelhantes, conseguimos cores próximas, porém, nunca nos é possível visualizar algo no monitor e reproduzir isso mesmo numa impressora, pois o monitor trabalha na gama de cores RGB e a impressora, normalmente, na gama CMYK. Para minimizar esta situação relativa aos diferentes modos de cor, usamos regularmente perfis de cor. Estes perfis, habitualmente embebidos nos próprios ficheiros, conseguem assegurar que a cor se mantenha o mais fiel possível ao longo de todo o processo, sejam eles diferentes monitores, diferentes impressoras, ou mesmo outros dispositivos. Assim, é demasiado importante que logo que iniciemos um projecto, se defina o perfil de cor a utilizar. Esta decisão deve depois ser acompanhada desde a digitalização, passando pelo design, artes finais e terminando na impressão do projecto em causa. Só assim, conseguiremos manter e prever as cores finais do projecto, caso contrário… imprimir será sempre uma aventura!

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Diferentes modos de cor: RGB e CMYK

Os designers e criativos usam no seu dia a dia diferentes modelos para seleccionar e manipular a cor, como resultado do uso de diferentes formas de visualização das cores. Num televisor, num computador ou mesmo num telemóvel a imagem emite diferentes tonalidades de luz vermelha, verde e azul (do inglês RGB: Red, Green, Blue) de forma a gerar a imagem num seu todo. Assim, quando trabalhamos, editamos, ou criamos algo num software de imagem como os as Adobe ou Corel por exemplo, temos disponível nas opções da aplicação o modo de cor a usar e que devemos seleccionar logo à partida tendo em conta o tipo de trabalho que estamos a desenvolver. Se estamos a fazer um banner para um website por exemplo deveremos trabalhar em RGB, mas se estamos a desenvolver um flyer para impressão, então nesse caso, deveremos trabalhar a imagem em CMYK.

O que é o CMYK? O modo CMYK é utilizados para os sistemas de impressão. O processo de impressão é regularmente feito usando quatro cores transparentes: ciano, magenta, amarelo (do inglês CMY: cian, magenta, yellow) e preto (do inglês K: black). O preto é usado essencialmente para criar detalhe nas imagens, para trabalhar as sombras, impressão de texto e claro… todo o tipo de gráficos que queiramos desenvolver nessa cor. Quando estamos a trabalhar numa aplicação de edição gráfica, podemos então conforme já atrás referido, alternar entre diferentes modelos de espaço de cor. Aqui referimos apenas o RGB e o CMYK, mas existem ainda outros modos de cor como o demonstra a imagem abaixo.

modos de cor

modos de cor

Vermelho, Verde e Azul, ou seja o modo de cor RGB é um modo de cor que é conseguido através da adição das cores primárias da luz. Em termos de tratamento da cor numa aplicação, temos de a trabalhar numa escala de 0 a 255, em que 255 corresponde a 100% de adição de luz. Ora, se por exemplo se combinar 100% de cada uma das cores, obtemos aquilo a que definimos de luz ou seja o branco; Por outro lado se não adicionarmos qualquer percentagem de cor ficamos apenas com a escuridão,por outras palavras, preto. Já no caso do modo de cor usado para impressão (CMYK), estamos a falar de cores subtractivas e não aditivas como no caso do RGB. Ora, no caso das cores subtractivas a cor é conseguida através da adição de pigmentos de cor: ciano, magenta, amarelo e preto. Estes pigmentos de cor filtram os componentes primários da luz (RGB) e vê-mos apenas o remanescente. Por exemplo, se fazemos uma impressão na qual absorvemos toda a luz vermelha, o resultado será um azul água composto apenas pela luz subjacente: a verde e a azul.

Se se combinar numa folha de papel 100% de ciano, magenta e amarelo, o resultado seria na teoria a completa absorção da luz e logo, obteríamos o preto, mas devido às impurezas existentes quer no suporte físico (neste caso uma folha de papel) quer mesmo devido às impurezas existentes nos próprios pigmentos de cor, a verdade é que quando juntamos a totalidade das três cores (CMY) não conseguimos obter mais do que um preto que não é verdadeiramente preto. Chamamos a esse preto um preto russo. Assim, foi necessário adicionar uma quarta cor (K), o preto, para se conseguir o preto ‘puro’.

CMYK e o Preto Russo

CMYK e o Preto Russo

Normalmente as aplicações gráficas, como por exemplo as referidas logo no início deste artigo, requerem que se trabalhe apenas num modo de cor: RGB ou CMYK. No entanto, embora se esteja a trabalhar em apenas um modo de cor, habitualmente estão disponíveis outras formas de selecção de cor como Pantones ®, HSB (Matiz, Saturação e Brilho), entre outros.

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Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.