Organizar as ideias de forma coerente e rápida, não é tão fácil quanto isso. Muitas vezes temos, como designers, não só dar forma a determinadas coisas, como também organizar e estruturar a informação que se recebe.
As informações sobre determinado projeto devem ser bem interpretadas, pois por vezes os nosso clientes têm muito poucas ideias acerca do produto que desejam ou necessitam. Na realidade, eles esperam que o criativo além de lhe apresentar uma solução de design, façam ainda uma análise do problema. Deve ter sempre em mente que o número de soluções possíveis são equivalentes ao número de designers existentes, ou seja, não existe necessariamente apenas uma solução para o problema, mas sim, imensas formas de solucionar o mesmo problema. Assim, a tarefa do designer é escolher a solução mais adequada para esse mesmo problema. Essa decisão não é nunca um processo subjectivo, mas sim, um processo objectivo que deve resultar de uma análise informada, crítica e coerente.
Pesquisa
A parte da pesquisa é normalmente a que exige despender de mais tempo. No entanto porém, não se deve perder na pesquisa, esta deve ser objectiva e sempre com o objectivo de criar um conceito o mais rapidamente possível. Após criar um ou mais conceitos diferentes deve-se preparar para a fase a seguinte.
Tendo então já delineados alguns conceitos diferentes o ideal é que estes mesmos conceitos deixem o quanto antes de serem ideias vagas e comecem a seu tempo a ganharem forma. Neste estádio o ideal é pegar numa folha branca e começar a rabiscar. Dê espaço à sua imaginação, não entre em detalhes com o que está a rabiscar, assim dessa forma, os desenhos, isentos de detalhes, deixam bastantes opções abertas.
Normalmente, se estas ideias nascerem no papel ao invés do monitor, torna-se muito mais fácil olhar para elas de forma critica e não de forma fixa e polida.
Crítica e Avaliação
Após conseguir criar algo mais ou menos concreto, você mesmo deve criticar positivamente o projeto. É muito importante que saiba como conviver com as críticas, digo isto, pois embora possa ser frustrante ver o seu trabalho por vezes ‘dissolvido’ em poucos segundos, a verdade é que a crítica é um contributo essencial para todo o processo criativo. Não trabalhe como um burro com duas palas ao lados dos olhos. Por vezes encontramo-nos tão perto da solução que bastaria apenas recuar um passo, olhar para o projeto de uma perspectiva diferente et voilá!

Não existem más ideias
Apenas uma nota final: Por vezes o designer é tentado a introduzir várias ideias num mesmo projecto. Julgo que não seria sequer necessário dizê-lo, mas isso é um erro tremendo. Seleccione apenas a ideia mais adequada para aquele projecto e lembre-se haverão sempre outros projectos nos quais poderá posteriormente incluir essas ideias. Não menos importante ainda é salientar o seguinte: Na empresa onde trabalho vejo por vezes imensas ideias, umas boas que se tornam más e outras más que se tornam boas. O que quero eu dizer com isto é simples: Nem sempre o mais importante é a ideia, por vezes (normalmente) o mais importante é a forma como a mesma é executada.
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