Quantas vezes um cliente se vira para nós e pede mil e uma alterações, que a nosso ver, que já andamos nisto à mais tempo do que ele, nos parecem erradas e até às vezes frustrantes, do ponto de vista que nos parecem ridículas e que vão acabar por estragar o nosso trabalho? Mas como vamos lhe dizer que o que sugere não está certo, que não encaixa?
Mas depois devemos pensar se é o cliente que está realmente errado, ou se, pelo contrário, somos nós que não estamos a ver mais à frente?
Por isso, antes de começar a explicar a um cliente que está errado, pergunte-se a si próprio: “É o cliente que está errado?”. Só porque não aprova as alterações que ele sugere não significa necessariamente que não seja um passo correto. Para não correr o risco de começar a criticar negativamente a ideia do cliente e o cliente, é necessário que seja capaz de o ouvir objetivamente. É preciso saber ouvir as críticas, pois estas podem ajudar a melhorar o trabalho.
Em primeiro lugar convém ter noção de uma coisa: é o cliente quem convive diariamente com o público-alvo e por isso é normal que este o conheça melhor do que você. É normal que ele saiba melhor o que lhes agrada e qual a mensagem mais correta a se transmitir.
Por isso, convém conhecer o seu cliente, e consequentemente conhecer os clientes dele. Assim, poderá começar a formar uma opinião sobre eles e isto irá facilitar-lhe o desenvolvimento dos projetos e claro que fará com que o seu cliente fique mais satisfeito pois o trabalho irá ficar bom e mais rápido e fará com que a mensagem passada ao público-alvo do seu cliente seja eficaz.
Como é óbvio, é correto oferecer sugestões ao seu cliente quando não concorda com as sugestões dele. Aliás, até lhe fica bem sugerir soluções alternativas, originais, criativas, diferentes, pois foi para isso que ele o contratou. Mas não parta do princípio de que o cliente está sempre errado!
Agora, vamos assumir que afinal de contas, o que o cliente está a sugerir é algo que não faz o mais pequeno sentido e que isso está a fazer com que se encontre constantemente a desejar bater com a cabeça na parede pois aquela ideia não tem mesmo lógica nenhuma.
Como se vai explicar ao cliente que, na sua opinião profissional, ele está errado?
fonte: smashingmagazine
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