A importância do relacionamento no acto de compra
Ainda há não muito tempo, eu e um amigo andávamos a deambular por um shopping aqui do norte, quando, desinteressadamente entramos numa loja de electrodomésticos e fotografia. Uns 15 minutos lá dentro e saímos de lá com uma objectiva que custou cerca de mil euros. O curioso no meio de tudo isto é que entramos sem qualquer objetivo de compra e saímos de lá com menos mil e poucos eurinhos. Mais curioso ainda o simples facto de não necessitarmos de tal equipamento, nem eu, nem o meu amigo que o trouxe.
Isso fez-me pensar em quais os factores que contribuíram para a aquisição dessa objectiva. Cheguei sem dúvida a algumas conclusões: uma delas, poderia ser explicada pela típica expressão de compras de impulso que embora seja uma característica mais comum do sexo feminino, a verdade é que ambos os sexos sofrem disso mesmo; uns em relação a vestidos e acessórios e outros em relação a tecnologias e brinquedos desnecessários. O outro motivo que se me apresentou é o factor de relacionamento interpessoal. Neste ponto tenho de dar o braço a torcer ao comercial da empresa, pois além de entendido na matéria, foi suficientemente simpático sem a necessidade de se esforçar para tal, soube ser atencioso e prestável sem no entanto se tornar chato ou maçudo. No fundo, naquela momento tão crucial de tomada de decisão entre a compra ou não da objetiva, ele representava a empresa, melhor, ele era a empresa e, soube, no espaço de aproximadamente quinze minutos nos convencer que necessitávamos de adquirir aquela objectiva de 500mm, mesmo correndo o risco de a usar apenas uma meia dúzia de vezes ao ano e estar a pagar um preço acima do normal para aquele tipo de equipamento com aquele género de características. No entanto consegui-o e passado esse espaço de tempo saímos, contentes em direção ao litoral de forma a experimentar já o equipamento.
Isto fez-me pensar na necessidade da importância de um bom comercial, mais, isso fez-me pensar na necessidade de termos um comercial, algo que a nossa empresa nunca teve na realidade, pois vendo bem a coisas, de que serve ter uma bela página na internet ou um perfil em algumas redes sociais do momento se o que os clientes querem e necessitam é cada vez mais de contacto interpessoal? Vivemos, não é novidade para ninguém, numa época de automatismos, de conversas e relacionamentos on-line, tudo isto apenas acentua a necessidade que as pessoas têm de um contacto físico, do velho relacionamento cara a cara. Tudo isto criou em mim a necessidade de recorrer a um comercial com experiência e a uma empresa de consultoria de forma a melhorarmos este departamento na empresa. O meu convite é que além das fortunas que se gastam em automatismos (sempre necessários) e em planeamentos de comunicação on-line como newsletter e sítios na internet, ou mesmo em softwares de relacionamento com os clientes (CRM) que informam detalhadamente o percurso do cliente, os aniversários de nascimento, casamento, dos filhos… etc, é importante também que se gastem algumas das nossas economias em desenvolver a área comercial, o relacionamento com os clientes. Read more
Paulo Rocha
Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.















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