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Haja muita paciência…

“Hero” é o nome de um retrato feito com mais de 3.2 milhões de pontos de tinta. Criado, filmado, produzido e editado por Miguel Endara.

Inquérito ao autor desta obra (Miguel Endara):

Como conseguiu contar todos os pontos?
O número de pontos é uma aproximação, e não um número exato. Mas é uma aproximação muito muito perto. Eu filmei-me em quase todos os momentos do meu desenho e tem uma média de 4,25 pontos por segundo. O que se traduziu em 3.213 mil pontos que é oque dá multiplicando por 210 horas, que é o que eu demorei para fazer o desenho inteiro. Como sei que pode não ser exatamente preciso arredondei o número para 3,2 milhões.

Quanto tempo demorou?
Foram exatamente 210 horas de pontilhado, mas levou quase um ano inteiro para completar do início ao fim.

Quantas canetas usou?
Apenas uma! Eu tinha muitas canetas como backup, mas nunca tive que usar qualquer uma delas.

Qual câmera e software usou?
Todos os disparos foram feitos com a Canon EOS Rebel T1i (18-55 mm lente padrão), e editados/renderizados no After Effects CS4.

Esta peça é para venda?
O original de “Hero” não está à venda, mas as impressões de edição limitada serão muito em breve. Pode descobrir mais informações em miguelendara.com / prints

Possui mais arte?
Sim. Mas não muitos. Porque pontilhado é um processo extremamente caro em tempo, eu não tenho uma grande coleção de obras de arte.


Manuel Cargaleiro

Pintor e ceramista de grande relevo, Manuel Cargaleiro nasceu a 16 de Março de 1927 em Chão das Servas no concelho de Vila Velha de Ródão. Desde muito cedo ligado à Margem Sul, nos concelhos de Almada e Seixal, Manuel Cargaleiro sentiu desde sempre uma forte vocação para as artes. Inscreveu-se na Faculdade de Ciências de Lisboa e chegou a trabalhar num banco, mas frequentava as aulas livres da Academia de Belas-Artes e o atelier de olaria de José Trindade. Em 1949 participou no I Salão de Cerâmica do SNI, vindo a receber o Prémio Nacional de Cerâmica em 1954, quando foi convidado para lecionar na Escola António Arroio. Como bolseiro do Governo italiano, estuda cerâmica em Faenza, Roma e Florença. Estagia mais tarde na Fábrica de Faiança de Gien, em França, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Parte para Paris, vindo a expor igualmente em Tóquio, Turim, Milão, Rio de Janeiro, Lourenço Marques, Luanda, etc. Na sua pintura pode distinguir-se um sentido ornamental e decorativo, a opção pela bidimensionalidade e a negação da profundidade, de tal maneira que o trabalho da tela se confunde com o dos azulejos, na repetição dos quadriláteros, nos azuis, na necessidade de um enquadramento. Nos seus azulejos, impera a espontaneidade da pincelada. Assume-os como obra de arte, datada e assinada. A obra de Cargaleiro representa a extroversão, a luminosidade, o optimismo e a sensualidade do carácter mediterrânico. Actualmente existe o Museu Cargaleiro que é dedicado inteiramente ao artista, encontra-se instalado no solar dos Cavaleiros em Castelo Branco.

Júlio Pomar

Júlio Pomar nasce em Lisboa no dia 10 de Janeiro de 1926. Frequenta a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas Artes de Lisboa e do Porto. Participa pela primeira vez numa exposição colectiva em 1942, e realiza a sua primeira exposição individual, com os Independentes, em 1947, na cidade do Porto. A sua obra foi influenciada pela obra de grandes muralistas mexicanos, como Orozco ou Diego Rivera, mas não tardou a absorver culturas distintas. O jovem Pomar assume-se como activista contra o regime. Posição que o leva a integrar a comissão central do Movimento de Unidade Democrática. Atitude que lhe irá custar alguma censura por parte do regime, mas que o pintor afirma muito mais tarde com ironia ‘Salazar fez-me pintor.’ em entrevista ao Diário de Notícias, em 2008.

Da pintura à escultura, passando pelas ilustrações, Júlio Pomar foi consagrado há muito como um dos nomes maiores da arte europeia. Principal cultor do Neo-Realismo na pintura portuguesa, de 1945 a 1957. Após cerca de 60 anos dedicados às artes plásticas, Júlio Pomar continua a dominar a técnica de forma admirável, criando quadros com pinceladas vibrantes, feitos de movimento e traços largos, que nos remetem para o lado lúdico da vida, numa versatilidade que impressiona – desde os auto-retratos, passando pela paisagem humana que o cercou, desde as manifestações de ordem social ou política até ao espectáculo das touradas, das corridas de cavalos ou do rugby, desde os bichos de companhia, tigres e macacos ou as fábulas e desconstrução dos mitos, o eixo central de toda esta produção é o Eros. De frisar ainda que os seus desenhos são parte fundamental da sua obra. Sem dúvida um artista que vai marcar a história da arte portuguesa.

 

 

 

Johnnie Walker Blue Label

Esta nova colecção criada para a Johnnie Walker e denominadada de Blue Label foi conseguida através da colaboração com o Gabinete de Design Porsche Design Studio e Cosfibel, para a Diageo Reserve.

Esta colecção composta por três objectos de classe, sendo dois deles de edição limitada. O primeiro: “The Chiller”, protege a preciosa garrafa de 75cl de Johnnie Walker Blue Label. O segundo, ao qual chamaram “the cube”, apresenta e expõe a garrafa de 75cl de Johnnie Walker Blue Label, juntamente com quatro copos de cristal e, em aço inoxidável escovado as palavras ‘Man Striding’ nas pinças para o gelo. Existe também uma versão iluminada, para espaços de prestígio, hotéis e restaurantes.

colecção de luxo johnnie walker blue label
colecção de luxo johnnie walker blue label

 

Existe ainda uma versão mais leve para viagem. Esta versão “Muni Cube” engloba apenas uma garrafa de 75cl de Johnnie Walker Blue Label, dois copos de cristal e e a pinça em aço inoxidável escovado, igualmente com as palavras ‘Striding Man’ gravadas.

A Cosfibel foi a empresa seleccionada, pois possui uma larga experiência em embalagens de luxo com diferentes tipos de materiais. Neste caso, a embalagem contêm detalhes minuciosos, como por exemplo a costura em couro que percorre toda a extensão das embalagens. Já a  Porsche Design Studio colaborou na criação de requinte, como por exemplo o pormenor do alto-relevo, uma placa de metal escovado simples que apresenta o logótipo do estúdio. O design simples e moderno, em certo aspecto futurista, é reforçado pela tampa de aço inoxidável micro-escovado e monograma JWS.

colecção de luxo johnnie walker blue label

colecção de luxo johnnie walker blue label

 

Os economicamente mais afortunados desta vida, podem ainda adquirir um dos dezoito (apenas 18 unidades) bares criados em exclusivo para esta colecção. O bar tem 2.20 metros, por 66 x 66 centímetros. Por isso, se tiver lá em casa um cantinho aproveite, lembre-se que só existem dezoito unidades…

Uma das dezoito unidades

Uma das dezoito unidades

 

O bar contempla duas garrafas Johnnie Walker Blue Label 75 cl., uma magnum de 1,5 litros, oito copos de cristal, dos quais cinco estão ao lado de uma jarra (como pode ver na imagem) e um balde de gelo em cristal num compartimento refrigerado. O mais complicado de tudo isto é apenas o valor do mesmo, que rondará qualquer coisa como 113 mil e 600 Euros, mas… talvez como forma de justificar esse valor, posso ainda acrescentar que o bar tem um sistema de abertura automático que é controlado através da detecção sensorial. Este sistema foi desenvolvido pela Deutsche Werkstätten Hellerau GmbH (DWH), especialista em armamento para iates de luxo.

 

Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos é provavelmente a artista contemporânea portuguesa mais conhecida nos dias que correm. Nome incontornável da sua geração, tem um estilo próprio para se expressar: usando materiais diversos do quotidiano cria formas que nos são simultaneamente estranhas e familiares.

Vasconcelos nasceu em Paris em 1971 mas estudou, vive e trabalha em Lisboa. Formou-se no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, entre 1989 e 1996.  Em 2000 venceu o prémio EDP Novos Artistas e em 2006 o prémio “The Winner Takes It All”. Expõe, regularmente, em Portugal e no estrangeiro, desde meados da década de 1990.

As suas peças são já bastante conhecidas, mas vale a pena recordar as mais emblemáticas: “Noiva” é um enorme candelabro composto de tampões OB; as peças “Coração Independente” são réplicas enormes das famosas jóias de Viana do Castelo, compostas por talheres de plástico moldados; “Cinderela” é um sapato gigante composto por panelas; “Contaminação” é um emaranhado de trapos com cores berrantes que se estende em vários metros de comprimento. Famosas são também as suas figuras de porcelana, normalmente religiosas e totalmente cobertas por croché. Com um percurso nacional e internacional impressionante as suas obras resultam da apropriação e subversão de objectos do quotidiano e da tradição portuguesa. Trabalha frequentemente com esculturas e instalações em materiais variados, principalmente tramas (crochet, tricot, tecidos).
É claro pela sua já recheada obra, que Joana Vasconcelos usa referências culturais, objectos quotidianos e materiais e técnicas populares. Cruzando tradição e modernidade, é das poucas artistas que conseguiu o difícil equilíbrio desta dicotomia mantendo-se fiel à essência do “ser português” e procurando na História e nos costumes lusitanos um complemento para o seu trabalho. Definitivamente, uma artista cujo percurso merece ser seguido.

Joana Vasconcelos

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