Como lidar com a condensação das Objectivas (2ª parte)
No passado Domingo falamos um pouco sobre o porquê da condensação das lentes nas objectivas. Hoje, debruçar-nos-emos sobre o como podemos prevenir e até por vezes evitar essas situações.
Como lidar com a condensação das Objectivas
Existem dois métodos comerciais para lidar com a condensação: o primeiro é a utilização de aquecedores de forma a garantir que a temperatura da superfície da lente nunca fica abaixo do ponto de orvalho do ar ambiente. Esta é aliás uma técnica que está na base de muitos espelhos que se vendem hoje em dia, porém, o aquecimento localizado pode significar problemas acrescidos para as milhares de pequenas peças usadas numa objectiva de precisão, além de que… lá se ia a bateria
Um segundo método é cobrir a lente com uma substância que embora não impeça a condensação, altera a tensão superficial das moléculas de água depositada, proporcionando assim, uma melhor superfície de ligação entre as moléculas de água, não permitindo assim aquele embaciado incomodativo. Não é com certeza a situação ideal, mas é preferivel uma ou duas gotas que um nevoeiro opaco.
No entanto, a melhor solução, a mim, parece-me que é simplesmente planear com antecedência e claro… aguardar, quando necessário, que a temperatura da sua objectiva se enquadre e estabilize com a temperatura ambiente. Basicamente, falamos de um jogo de paciência, o de aguardar e permitir que a temperatura da objectiva fique acima da temperatura do ponto de orvalho.
Se está, entretanto a planear fotografar um nascer de dia repleto em nevoeiro, e o seu carro está quentinho, com o ar condicionado ligado, então, quando sair para o meio exterior, tenha a sua máquina fotográfica e respectiva objectiva envoltas num saco de plástico. Desta forma, qualquer condensação que aconteça durante o processo de aclimatização, ir-se-à construir em cima do saco de plástico em vez de ser no seu equipamento. Normalmente, não necessita mais do que 20 a 30 minutos até que a temperatura esteja estabilizada.
O tamanho é importante…
Convém estar ciente de que o tempo de aclimatação será sempre afectado pelo tamanho da sua objectiva. O gráfico abaixo mostra o tempo que ambas as objectivas, montadas no corpo de um equipamento Canon, necessitaram para se aclimatizarem à temperatura ambiente. Podemos constatar que uma objectiva de kit, com um diâmetro de 58 mm demorou cerca de cinco minutos, enquanto que uma objectiva maior e com um diâmetro de lente de 77 mm, demorou cerca de sete minutos e meio. Convém salientar que é necessário algum tempo extra após o equipamento atingir uma temperatura superior ao ponto de orvalho, para que todas as moléculas de água se absorvam pelo ar e se dissipem da lente da objectiva.
Faça o que fizer, não mude nunca de objectiva quando estas se encontram em processo de aclimatização, pois nesse caso irá expor o espelho da sua SLR ou DSLR, bem como as lentes traseiras da sua objectiva a uma condensação repentina, o que poderá tornar-se num problema maior que a lente frontal da sua objectiva. Depois, em vez de aguardar que uma determinada objectiva se aclimatize, tem de aguardar também que o espelho do corpo também o faça.
Prevenir, para não remediar!
Para não se ter de preocupar muito, o ideal é prevenir. Assim, com antecedência, programe as suas saídas fotográficas. Veja o boletim meteorológico da sua região e verifique e anote o ponto de orvalho. Se o ponto de orvalho for menor do que a temperatura presente no interior, então não se preocupe com a condensação. Se, por outro lado, o ponto de orvalho for maior, o ideal, é conforme já aqui referimos, trazer um saco. Mais vale prevenir do que remediar.
Desejo-lhe umas boas fotografias e, desejo que o nevoeiro não vá arruinar a sua próxima saída fotográfica.
fonte: Camera technica












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