Archive for the ‘ Portfólios / Freelancers ’ Category

Harold Edgerton – Fragmentos de Tempo

A exposição de fotografia “Harold Edgerton – Fragmentos de Tempo”, reúne um conjunto 58 imagens do seu vasto reportório icónico. Este cientista e fotógrafo foi pioneiro na fotografia de alta velocidade. Com esta exposição pretende-se recuperar alguns dos magníficos instantâneos que Harold Edgerton (1903-1990) partilhou e legou à história da fotografia. Esta surpreendente exposição expande a nossa percepção acerca da beleza da rarefacção da beleza do movimento.

Fraguementos de Tempo

Fragmentos de Tempo

Na segunda metade da década de 1930, e através da utilização de luz estroboscópica Harold espantou o mundo, quando conseguiu pela primeira vez parar o tempo numa imagem fotográfica, capturando assim fascinantes imagens de sequências de um determinado movimento, movimento este, que de outra forma seria imperceptível ao olho humano. Não sei se a sua motivação era científica ou artística, mas a verdade é que vale a pena olhar atentamente para toda a sua obra.

Esta exposição, patente no  Jardim Botânico do Porto (Rua de Campo Alegre, 1191), é inserida nas  comemorações do Centenário da Universidade do Porto e da sua Faculdade de Ciências (FCUP). Até dia 08 de Janeiro de 2012, entre as 14:30 e as 18:30, de Quarta-feira a Domingo, não deixe passar a oportunidade e visite, pois afinal de contas, e em tempos de crise, não existe desculpa quando o acesso é gratuito.

Clique aqui para ouvir o spot publicitário a este evento que tem o patrocínio da Rádio Nova. Pode ainda aceder a esta divulgação feita por Inês Fonseca Santos em Câmara Clara, um programa da RTP.

Isto há cada um…

Isto há cada um...

Isto há cada um...

Regularmente, aos Sábados, publicaremos alguns webcomics deste criativo brasileiro da Deathsign

Alfabeto no dia-a-dia

O artista e fotógrafo Bela Borsodi criou uma série de visuais denominados ‘Alphabets Everyday’ que consistiu em registar elementos tipográfico de situações quotidianas formando a palavra Alphabets.

Incrível como cenários completamente normais do nosso quotidiano podem dar origem a elementos tipográficos. Caso para dizer, a inspiração está em todo o lado.

Fonte: fubiz

Como conseguir uma foto de Murro espectacular!

A imagem que vêem abaixo foi captada por Blair Bunting para uma campanha publicitária da série Deadliest Catch do Discovery Channel.

Deadliest Catch: Fotografia de Blair Bunting

Deadliest Catch: Fotografia de Blair Bunting

Quer saber como esta imagem foi conseguida? Fácil. Felizmente o seu assistente Paul Morton filmou toda a acção com a sua Canon 5D MkII e Mike Maez, gentilmente editou e transformou todo este trabalho em algo inspirador, um verdadeiro tutorial.


Já anteriormente havíamos aqui apresentado um estudo de caso acerca desta série e de uma campanha que tinha sido realizada nessa ocasião.  Em meados do ano de 2009 foi pedido a Blair Bunting que captasse umas imagens para um anúncio da série Deadliest Catch (Pesca Radical) do Discovery Channel. Na ocasião foi-lhe igualmente transmitido que se pretendiam imagens com alto teor de agressividade, mas que os retratos parecem espontâneos. O conceito que se pretendia era como que se uma tempestade catastrófica os tivesse atingido nessa altura.

Optou-se por criar um cenário com cordas gigante a serem envolvidas em volta dos pescadores e, uma onda gigante a apoderar-se do navio de forma que a imagem final acabou por ser um grande gancho a esmagar o rosto de um homem. Todas as imagens teriam de ser compostas em pós produção, aliás foram, pois não se pretendia machucar os modelos. Além do mais, qual seria o seguro que cobriria tamanha brutalidade?

Fizeram-se as imagens e estas felizmente saíram conforme o pretendido, no entanto, nenhuma delas viu a luz do dia, pois o Capitão Phil faleceu dias antes da data prevista para o lançamento da campanha. No entanto, agora, dois anos passados, o fotógrafo Blair Bunting decidiu que as mesmas deveriam ser libertadas e mostradas a público, mais não seja como homenagem ao Capitão Phil.


Assim, Blair Bunting entrou em contacto com o seu amigo Paul Hill, um especialista em retoque de imagens, para o ajudar precisamente nisso mesmo: retocar as imagens que haviam sido capturadas anteriormente.

O resultado é aquele que podemos ver logo no início do artigo. Agora em termos técnicos… Blair Bunting usou todas as cabeças bi-tubo da Profoto que possuía, pois queria que o uso do flash fosse o mais curto possível. Usou ainda um ventilador de alta potência para ajudar a deformar o rosto. Claro que com isto Phil teve de usar tampões nos ouvidos, que posteriormente foram retirados em pós produção. Já agora, deixo também aqui o diagrama de iluminação de toda a cena, que alguém desenhou num guardanapo (o que me é familiar) aquando do brainstorming.

Diagrama de Ilumuniação

Diagrama de Ilumuniação

fonte: Blair Bunting

Júlio Resende

Júlio Resende nasceu no Porto a 23 de Outubro de 1917. Diplomou-se em Pintura em 1945 pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi discípulo de Dórdio Gomes.

Fez a sua primeira aparição pública em 1944 na I Exposição dos Independentes. Em 1948 partiu para Paris, recebendo formação de Duco de la Haix e de Otto Friez. O trabalho produzido em terras gaulesas é exposto em Portugal em 1949 e as propostas actualizadas que Resende demonstra são acusadas pelos artistas portugueses, definindo a sua vocação de expressionista. Assimilou algum cubismo, vai construir na sua fase alentejana, e mais tarde no Porto, uma pintura caracterizada pela plasticidade e dinâmica, de malhas triangulares ou quadrangulares, aproximando-se de forma progressiva da não figuração. Do geometrismo ao não figurativismo, do gestualismo ao neofigurativo, a sua arte desenvolve-se numa encruzilhada de pesquisas, cuja dominante será sempre expressionista e lírica. Pintor de transição entre o figurativo e o abstracto, Resende distingue-se também como professor , trazendo à escola do Porto um novo espírito aos alunos que a frequentaram na década de 1960.
A obra pictórica de Júlio Resende revela que ele compreendeu a pintura europeia, porque a observou, experimentou e soube transmitir aos pintores e aos alunos que ele formou na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Cavaco Silva referiu-se a ele como “grande Mestre da Arte Portuguesa do último século”.
Morreu no dia 21 de Setembro de 2011 aos 93 anos.

Actualmente existe a Fundação Júlio Resende que fica próxima do Porto, mais concretamente em Valbom – Gondomar, é uma instituição privada de utilidade pública. Conta com um vasto espólio que reúne mais de dois mil desenhos que Júlio Resende, Mestre da pintura expressionista, reuniu ao longo da sua carreira de artista. Neste lugar, para além da exposição permanente do artista, são promovidas várias exposições temporárias, concertos, conferências, seminários, cursos ou workshops.

 

 

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