Archive for the ‘ Design do Produto ’ Category

A cor Pantone para 2013

A Pantone revela a cor do ano para 2013: PANTONE 17-5641 Esmeralda Radiante. A cor esmeralda (PANTONE ® 17-5641) é segundo a Pantone, uma cor animada, radiante e viçosa que aumenta nossa sensação de bem-estar ainda mais, porque é uma cor intuitiva e inspiradora. Embora recentemente seja igualmente associada a brilhantes, pedras preciosas e a luxo (coisa que em Portugal está difícil), a verdade é que a cor esmeralda é igualmente uma cor que apela à renovação, crescimento e prosperidade.

Segundo Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute, “o verde é a cor mais abundante na natureza – o olho humano vê mais verde do que qualquer outra cor no espectro”. “Simbolicamente, Esmeralda traz uma sensação de renovação, clareza e rejuvenescimento, que é tão importante no mundo complexo de hoje.”

Veja também quais foram as cores de 2012 e 2011.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Prêmio de Design LEXUS

Em 1983, o presidente da Toyota, Eiji Toyoda, desafiou os seus executivos a desenvolverem o melhor carro de luxo do mundo. Foram envolvidos nesse projeto cerca de 1.400 engenheiros e 2.300 técnicos, além de mais de 450 protótipos. Como resultado, em 1989 surge o primeiro Lexus, o LS 400, um veículo silencioso e sofisticado que conquistou uma posição de destaque devido à sua tecnologia e design.

Desde então, a Lexus continua a desenvolver carros luxuosos. Agora a Lexus lança uma competição internacional que tem como alvo a próxima geração de designers inovadores em todo o mundo.

Pode concorrer desde o passado dia 30 de outubro de 2012 (terça-feira) até ao próximo dia 31 de dezembro de 2012 (segunda-feira). Os vencedores serão posteriormente anunciados e os seus trabalhos expostos durante a Semana de Design de Milão, em abril de 2013.  Os vencedores terão a oportunidade de trabalharem com um designer mundialmente famoso como “mentor”,  fazer protótipos das suas ideias e apresentar os resultados durante a Semana de Design de Milão em 2013.

A Lexus espera contribuir para incentivar e apoiar os jovens criadores. O tema do concurso é movimento – uma palavra e conceito diretamente ligado à vida quotidiana das pessoas.

Serão seleccionados dez projetos, dos quais, cada criador poderá receber até cerca de 47 mil euros de forma  a cobrir posteriormente os custos de produção do protótipo.

Para mais informações visite a página da Lexus ou o blogue designboom, com o qual a Lexus efetuou esta parceria.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Qual a responsabilidade Social das Marcas no design de Embalagem?

 

Muitas vezes se fala de design de embalagem, no entanto poucas vezes se questiona a importância e a responsabilidade social das marcas no design de embalagens. Pois bem, quero apresentar-vos aqui um caso prático que provavelmente acharam interessante. Então é o seguinte: Quero que pensem na primeira das opções que lhe vier à mente quando olharem para a embalagem abaixo indicada.

A seu ver a quem se destina o produto abaixo?

Seja sincero e honesto para consigo mesmo :)

A) Sumo Natural
B) Sumo destinado a um público infato-juvenil
C) Sumo destinado a um público adulto
D) Bebida em geral
E) Champô para o cabelo
F) Gel de banho
G) Produto de limpeza
H) Lava Louça
I) Outro ______________ (coloque nos comentários, pois fiquei curioso)

 

Bem, imagino que queria saber a resposta certa, pois bem… é só continuar a ler!
Read more

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Damasceno Reserva

Damasceno Reserva, tinto é, o vinho mais icónico da adega portuguesa Damasceno.

Talvez por isso, o redesign deste rótulo tenha levado mais de 5 meses, entre conceitos diferentes de estruturas gráficas e escolha de cores pantones. A cor de fundo foi definitivamente um dos pontos que se mantiveram, quer por imposição do cliente, quer para se criar uma conectação com o rótulo anterior. Assim, a equipa dirigida por Miguel Batista da agência portuguesa Nektar Brand Advertisers, deciciu optar por um papel fino polar, com uma estampagem a quente da cor prata e verniz UV reservado. Uma opção sem dúvida clássica, mas sempre atual.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Escolha Rakafuki por uma energia sustentável

A agência de Design Celery associou-se a um projeto de energia sustentavel local que se foi internacionalizando. O projeto, ao qual chamaram Rakafuki Friends é uma experiência que consiste em usar o design de forma divertida afim de ajudar as crianças e os adultos a se acostumarem com o conceito abstrato de eficiência energética. Assim, criaram três personagens que contêm em si uma lâmpada LED super-eficiente. Escolha um dos elementos Rakafuki por uma energia sustentável.

A ideia partiu de Brian Dougherty, um dos fundadores da Celery Design Collaborative que teve esta ideia como forma de arrecadar cerca de dez mil dolares (qualquer coisa como cerca de 7.700€) para a escola que sua filha frequenta, a Rosa Parks Elementary. De forma a tornar o projeto real criaram os protótipos das embalagens, o logótipo i inclusive a página oficial dos amigos Rakafuki.

rakafuki

Rakafuki (pingui, kanguru, porco)

Como funcionam os Rakafukis?

A ideia do projeto é realmente interessante, mas peca, a meu ver na sua finalização, senão vejamos o seu funcionamento:

1)   Cada personagem contêm uma lâmpada LED eficiente.

2)   O objetivo é substituir cada lâmpada incandescente velha existente por uma LED e economizar energia.

3)   Ao economizar energia, obviamente economiza dinheiro e isso irá reduzir a despesa. Não, não reduzir a despesa do Estado, só mesmo a sua ;)

4)   A lâmpada incandescente velha pode, em vez de ir parar ao lixo, ser colocada novamente na embalagem dando assim nova vida ao personagem.

Como funciona

Como funciona

Até aqui estaria, aliás, está tudo muito bem pensado, mas… se estamos a falar de um projeto que visa adultos e crianças através da criação de personagens que parecem brinquedos, estamos de certa forma a permitir que as crianças brinquem com eles, certo? Então… como vai um criança brincar com uma lâmpada sem correr o risco de se magoar à grande? É precisamente aqui que acho que o projeto meteu um pouco de água, mas, no geral, e como aliás já referi anteriormente, a ideia do projeto é realmente interessante, pecando apenas e a meu ver, neste último ponto. A meu ver, uma vez a lâmpada LED fora da embalagem, a mesma deveria conseguir manter a sua forma e resistência sem ser necessário a substituição do seu interior e, nomeadamente do suporte da cabeça!

A totalidade dos lucros revertem como anteriormente referido a favor da Rosa Parks Elementary. Para isso várias empresas estão doando o seu tempo e mesmo ‘vendendo’ os materiais a preço de custo.Exemplo disso mesmo é o caso da New Leaf Paper que doou a totalidade dos papéis reciclados usados neste projecto,nomeadamente na concepção da embalagem.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Azeite Flaminio

Hoje deixo-vos um exemplo de Design de Embalagem, uma embalagem que me chamou à atenção pela sua simplicidade. A embalagem foi desenvolvida pelo departamento de Marketing da Società Agricola Trevi Il Frantoio, uma empresa italiana detentora da marca de óleos Flaminio, do qual provêm a embalagem abaixo apresentada e tema deste pequeno artigo.

A embalagem é em si um produto bastante básico e simples, mas com características gráficas divertidas que apelam directamente a um público jovem citadino de uma classe média, média alta. Interessante observar como a iconografia é utilizada para passar a mensagem, usufruindo-se de meros sinais de trânsito, apresentado assim uma embalagem extremamente limpa, agradável e elucidativa, capaz de captar a atenção do potencial cliente de forma célere.

Um pormenor que a atenção me prendeu foi a utilização audaz da iluminação de um semáforo e, combinar essa mesma iluminação com o invólucro que sela o gargalo da garrafa, criando assim uma interacção entre o verde da utilização de um semáforo e o verde da utilização de um produto de origem natural , como é o caso do produto em causa.

Em suma, apraz-me comentar que quando se permite e se dá espaço e tempo para criar, as grandes ideias surgem e saltam da mente dos criativos para a visão do consumidor final, criando-se assim um elo capaz de elevar um produto a um novo patamar.

fonte: Packaging of the World

 

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Adidas > de um brinquedo à escravatura

Aquilo que começou por ser uma tentativa de associação a um brinquedo dos anos 80 acabou em algo bem mais antigo. Pois bem, a criação de Jeremy Scott para a Adidas até podia ser bem intencionada… mas levou a muitas e más interpretações.

As sapatilhas são simples apenas com um elemento extra, completamente anormal para o tipo de calçado. Umas “algemas” saem das sapatilhas para prender ao tornozelo de quem anda com elas. Digamos que para uma pessoa com mente aberta até seja engraçado de visualizar e até ache interessante. Mas a sociedade ainda não evoluiu assim tanto e depressa estas sapatilhas retro foram associadas a um dos grandes momentos menos bons da história – a escravatura.

Nem sempre o design é bem conseguido, quer sejamos o designer ali da esquina e reconhecidos mundialmente. Todos estamos sujeitos a ter uma ideia brilhante que na teoria seja espetacular e depois na prática não seja bem conseguida e como tal não apreciada. O design é muito sujeito a críticas e não se consegue agradar a todos e foi o caso destas sapatilhas. Depois de muitas críticas depreciativas e associadas a racismo e escravatura, a marca afirmou que todas essas acusações não eram verdadeiras, que nenhuma dessas associações foi intencional ou desejada. Mas a verdade é que a população fez e faz essa associação e como tal o produto não vai ser comercializado. Mas polémica já criou!

Related Posts with Thumbnails

Isabel Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Atualmente a trabalhar na empresa Conceitos Diferentes, Lda.