É sabido que morro de amores pelo atual representante da igreja católica, mas não pude deixar de, primeiro achar alguma piada pela mais recente polémica de que eventualmente Joseph Alois Ratzinger, também conhecido como Bento XVI, tenha tentado retirar o burro e a vaca do presépio. Bem, com todo o respeito, mas por que haveria Bento XVI tentar retirar as vacas e os burros da religião? Para mim, simplesmente não fazia sentido.
Recentemente Bento XVI publicou mais um livro, desta feita sobre a Infância de Jesus e, conforme a maioria percebeu, mal o mesmo foi impresso e surgiram logo algumas notícias nos meios de comunicação. Pessoalmente, julguei que muito pouca gente lê-se tamanhos texto, quer pela sua densidade teológica, quer pelo simples facto de não serem propriamente nenhuns best sellers, no entanto, pelo vistos, estou enganado. Antes assim. De verdade. Mas como dizia, mal a obra viu a luz do dia, surgiram notícias dando conta de que, afinal, segundo Bento XVI, a vaca e o burro não estavam presentes no momento do nascimento de Jesus e como tal, deveriam ser retirados do presépio.
Porém, se pesquisarmos um pouco, ou mesmo se comprarmos ou pelo menos ler-mos o livro, encontraremos na página 62 do mesmo o seguinte:
“Nenhuma representação do presépio
prescindirá do boi e do jumento»
Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré: a infância de Jesus, Cascais, Principia, p.62
A preocupação da comunidade religiosa e não religiosa foi de tal ordem que, muito honestamente, tenho receio que se percam também a arvóre de Natal com todos os seus efeites, pois afinal, a árvora ainda acredito que lá estivesse, mas os efeites… Bem, verdade seja dita, eu não estava presente nesse dia.
A verdade verdadinha é que, a meu ver, este tipo de preocupações apenas é realmente importante a uma sociedade que se preocupa apenas e só com o acessório do Natal, pois se realmente pensasse-mos no verdadeiro espírito do Natal nada disto teria importância. Assim, hoje, deixo-vos aqui uma sátira ao presépio protagonizada por duas grandes figuras de estado da atualidade.
Por fim e, para terminar, importa salientar que a representação do presépio teve, segundo reza a história, inicio em 1223 através do padre Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis e, que o pai natal, hoje iconizado pela Coca-Cola, é atribuído originalmente a Nicolau de Mira, Turquia. Tentemos aproveitar o espírito destas duas personalidade e esqueçamos a porcaria das querelas que em nada contribuem para a nossa felicidade.
Um Santo e Feliz Natal a todos!
Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal.
Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental.
Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.
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