Para que serve o histograma na fotografia?

Conseguir uma exposição perfeita é a chave para se conseguir uma boa fotografia. A forma mais comum de se o conseguir é através do fotómetro que integra os corpos das máquinas reflex. O fotómetro pode-se ler através de uma escala de EV -3 (subexposta) a EV +3 (sobreexposta). Para o calibrar-mos, ou dar-mos uma leitura neutra, devemos ter connosco uma tela com cerca de 18% de cinza. Ora… nem sempre andamos com esta tela atrás de nós, pelo que o melhor é mesmo usar uma outra ferramenta igualmente disponível nos equipamento reflex: o histograma. O histograma é uma ferramenta bastante mais correta e precisa quando pretendemos saber se a exposição e o contraste está ou não feita de forma adequada.

O que é o histograma?

Um histograma é um tipo de gráfico utilizado para representar variáveis. Atualmente é utilizado para uma infinidade de situações. O eixo vertical do histograma representa a frequência com que determinada variável surge e, o eixo horizontal, representa essa mesma variável. No caso da fotografia, o eixo horizontal representa a luminosidade, sendo que quanto mais para a esquerda do histograma, maior luminosidade e quanto mais para a direita, menor luminosidade, ou seja, no lado extremo direito teríamos os brancos puros, ou zonas queimadas  (100% de luminosidade) e no lado esquerdo extremo, os negros puros, ou sombras (0% de luminosidade).

50 anos de Sacerdócio de Padre Armindo Gomes (Santiago de Bougado, Trofa)

50 anos de Sacerdócio de Padre Armindo Gomes (Santiago de Bougado, Trofa)

A imagem acima, por exemplo, foi captada aquando do jantar comemorativo dos  50 anos de Sacerdócio do Padre Armindo Gomes, de Santiago de Bougado, Trofa. Se no fixarmos no histograma vemos que o mesmo está completamente fixado no lado esquerdo, pelo que temos aqui uma imagem sub-exposta. Nota-se ainda que a frequência dos valores é muito baixo, sendo além de uma imagem sub-exposta, uma imagem sem grande contraste. Se nos debruçarmos agora na imagem em si, podemos de facto constatar que a fotografia está bastante escura (sub-exposta) e que por exemplo as vestes do artista principal (frei Hermano da Câmara) não possuem detalhe suficiente, ou seja, deveria ser mais contrastante.

Muito provavelmente, no momento de captar esta imagem, o fotómetro informou que a exposição não era a correta, no entanto, se repararmos no lado direito do histograma, vemos que existem uma ou mais zonas na fotografia em que a imagem ficou sem informação, ou por outras palavras, com branco puro. Se olharmos novamente para a fotografia podemos ver que de facto, existe no topo ao centro, um foco de luz. Essa fonte de luz está branca, o que nos quer dizer, que neste caso, não se poderia conseguir melhor imagem, pois… ou ganharíamos mais zonas pretas ou mais zonas brancas. Convém salientar que esta é também um daqueles exemplos extremos em que a luminosidade existente não ajuda em nada o trabalho do fotografo.

Vejamos agora um exemplo oposto.

A imagem acima foi captada num encontro de futsal que tinha como oponentes a equipas do cohamento de Leça da Palmeira e C.C.D.R. Covão do Lobo de Aveiro.

Se nos fixarmos na imagem, vemos que a rede que se encontra por detrás da baliza do guarda redes, desaparece no preciso momento em que a tinta azul termina. Seria suposto continuar ali a rede… ora, se virmos o histograma, vê-mos que o mesmo termina de forma abrupta no seu lado direito. A imagem está claramente sobre-exposta e erradamente captada. Aliás, podemos constatar isso em toda a cena, pois, sempre que surgem elementos claros, os mesmos tendem a estar sobre expostos e sem informação relevante.

Tentei aqui apresentar, obviamente, casos extremos para que se possa compreender as diferenças no histograma. Porém, uma fotografia normal deverá ter o histograma preenchido essencialmente ao centro, como é o caso da imagem que se segue abaixo.

Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Penafiel
Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Penafiel

A grande vantagem que o histograma nos oferece, é o simples facto de que o mesmo é bastante mais fiável do que simplesmente olharmos para a imagem no visor.

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