Arquitetura – Torre de Belém
Como a escultura é uma das principais formas de arte que podemos apreciar, hoje deixamos uma descrição de um dos monumentos mais embelemáticos do nosso país, a Torre de Belém.
Um imponente monumento militar, que era um símbolo do poder de D. Manuel, que o mandou construir no final do seu reinado (entre 1515 e 1519). Enquanto no exterior se destaca o rendilhado dos domos, balcões e guaritas, no interior sobressaem a casamata e as masmorras.
1 – Exterior da Torre de Belém
2 – Baluarte
3 – Terraço do Baluarte
4 – Fachada Sul da Torre
5 – Sala do Governador
6 – Sala dos Reis
7 – Sala das Audiências
8 – Capela
9 – Terraço da Torre
1 – Exterior da Torre
- É neste local que se pode ver a guarita do lado noroeste, na base da qual está um rinoceronte, lembrando aquele que foi oferecido pelo Rei de Cambaia ao Rei D. Manuel.
2 – Baluarte
- Depois de atravessarmos a porta principal, temos acesso ao interior do baluarte, onde antigamente se colocava toda a artilharia, nas suas 16 bocas das canhoeiras.
- O pavimento é inclinado para o exterior, colocando assim às peças de fogo uma posição segura, o que permitia também o desaguamento das águas.
- No centro existe um pátio rectangular, denominado de claustrim, com arcaria gótica a toda a volta, destinada ao arejamento e saída de fumos resultantes dos disparos da artilharia.
- Sob a nave do baluarte, existem alguns paióis. Estes paióis eram destinados a depósitos de aprovisionamentos, tendo sido utilizados depois como masmorras.

3 – TERRAÇO DO BALUARTE
- Neste local temos seis guaritas, no vértice das faces do polígono, com janelas de vigia e cúpula de gomos.
- A partir de 1580 foram construídas aqui algumas construções destinadas a permitir um maior número de homens na guarnição mas mais tarde foram demolidas para restituir à Torre de Belém o seu aspecto inicial.
- Na face sul do referido parapeito, encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, também conhecida por “Virgem das Uvas”.

4 – FACHADA SUL DA TORRE
A fachada sul da torre é a fachada principal e a mais rica ao nível da ornamentação. No segundo piso encontramos um balcão corrido, com sete arcos de voltas perfeitas e adornadas por uma balaustrada rendilhada. Logo por cima, vemos o escudo real de D. Manuel I ladeado por esferas armilares, correspondente ao caminho de ronda, decorada com cruzes da Ordem Militar de Cristo.
- Era esta fachada com os símbolos do rei e os vários elementos da arquitectura manuelina que impressionava todos os viajantes e marinheiros que entravam na barra de Lisboa.
- É igualmente nesta fachada que encontramos a porta de acesso ao interior da torre.
Logo após o terraço do Baluarte, encontramos a primeira sala onde se pode observar a boca oitavada da cisterna, que recolhia e armazenava a água das chuvas.
- O tecto desta sala é de superfícies gomadas, recobertas de cal e nos ângulos Nordeste e Noroeste vemos os acessos às guaritas.
- O nome da sala provém de no século XVI ter existido o cargo de governador da Torre de Belém, e que representava o rei e exercia funções militares, administrativas e judiciais.
6 – SALA DOS REIS
- No andar seguinte encontramos a segunda sala – a denominada Sala dos Reis.
- Nesta sala temos acesso ao varandim ou balcão da fachada sul, onde podemos observar no pavimento oito aberturas redondas, denominadas matacães, que permitiam à guarnição lutar e defender-se contra eventuais atacantes, disparando ou arremessando materiais através dessas aberturas.


7 – SALA DAS AUDIÊNCIAS
- Na última sala podemos ver um tecto abobadado, que ostenta nos seus fechos os símbolos régios manuelinos.
- A sala tem um carácter de beleza que lhe dá um ambiente próprio ao recolhimento.
9 – TERRAÇO DA TORRE
No terraço da torre podemos observar o estuário do Tejo e as suas margens, bem como toda a zona de Belém e os seus monumentos
















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