Archive for Outubro, 2011

A Cor

A cor, por si só, já é marca, independentemente de toda a concepção gráfica. Pela cor das camisolas dos jogadores de futebol, por exemplo, pode-se saber a que clube pertencem. A cor na comunicação é um elemento estimulante que causa sensações e emoções. Muito explorada pela publicidade e por estratégias de marketing, as cores são fundamentais para representar as logomarcas de produtos e empresas. Mas há que ter em conta a visibilidade das cores de acordo com as suas funções.

A cor adquire um papel simbólico para a identidade da marca. Temos o exemplo clássico da cor da Coca-Cola que simboliza a vitalidade, a da Kodak a luz, etc. Vamos agora falar de algumas cores e perceber qual poderá ser a sua função emocional-simbólica. O branco e o preto situam-se nos extremos do espectro, por isso, ambos têm um valor limite, mas também neutro (ausência de cor), o que reforça as cores com as quais são combinadas; o cinzento ocupa um lugar intermédio entre o branco e o preto, é um cinzento passivo, neutro e por isso, um factor de equilibrio; o vermelho é a cor do sangue e da paixão, expressa vitalidade, entusiasmo, dinamismo, é exaltante e agressivo; o verde é a cor mais tranquila e sedativa, de uma calma indiferente, pois não transmite alegria, tristeza ou paixão, evoca a vegetação e a  frescura, mas tudo depende do tipo de verde, por exemplo, quando no verde predomina o amarelo, este adquire uma força activa e solarente, quando predomina o azul, torna-se sombrio, mas também mais sofisticado; o azul é o símbolo da profundidade suscita uma predisposição favorável, provoca tranquilidade e uma gravidade solene, quanto mais claro mais indiferente se torna, quanto mais escuro mais atrai até ao infinito; o amarelo é a cor mais luminosa, quente e alegre, é a cor do sol e da luz e, sendo assim, é vital e tonificante; o laranja, mistura de vermelho e amarelo, é menos estridente que esses dois e possui, sem enganos, uma força mais radiante e expansiva, tem um carácter acolhedor, quente, estimulante e uma qualidade dinâmica muito positiva.

Sara

Natural de Braga, Portugal. Licenciada em Design do Produto pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo na Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Actualmente a realizar estágio profissional na empresa Conceitos Diferentes, Lda, em Vila Nova de Famalicão. Interesses em todo o tipo de arte, especialmente artes gráficas, música, cinema, natureza.

Bolas! Esqueci-me de focar, e agora?

A Plenoptic anunciou seu primeiro produto, o Lytro Field Camera Light. Uma máquina fotográfica especial e com um design completamente diferente do tradicional. Funcional? Talvez, não sei! Acho que é daqueles produtos que só mesmo testando é que conseguimos ter a noção da sua usabilidade e ergonomia. No entanto, numa coisa tenho de estar de acordo. É arrojado, isso sim, é.

A nova camera de luz

A nova camera de luz

O seu funcionamento é igualmente diferente, pois ao contrário das máquina fotográficas convencionais, esta câmara capta todos os raios de luz numa única cena, oferecendo assim novas possibilidades, nunca antes conseguidas, como por exemplo a opção de focar o que se desejar após a captação da imagem. No fundo, invertemos o processo.

O corpo possui um sensor de 11 ‘Megaray’. Este sensor capta a cor, a intensidade e a direcção de cada raio de luz que flui pela lente da mesma, conseguindo assim, uma imagem a quatro dimensões. O corpo desta máquina fotográfica, como podemos ver nas imagens, é pequenino, mas, mesmo assim, oferece um zoom óptico de 8x, o que equivale a uma objectiva 35-280mm e uma abertura máxima de f/2.0 constantes ao longo da distância focal.


Para perceber melhor o funcionamento deste equipamento sugiro que veja este vídeo da cnet, de demonstra com exactidão o funcionamento da mesma, mostrando que inclusive é possível efectuar e ver as imagens com os diferentes focos no próprio monitor de 1,46″ (33 mm) táctil. Este equipamento foi sem dúvida alguma pensado para ser simples e funcional. O corpo possui apenas três botões: ligar e desligar, zoom e obturador de disparo.

Entretanto, se quiser assistir a uma apresentação, deixamos aqui este vídeo de uma apresentação em directo na AsiaD, que é algo tipo TED.

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

Maria Helena Vieira da Silva

Os últimos posts de sábado têm sido relativos a artistas Portugueses Comtemporâneos, o de hoje não será exepção. Iremos falar de Maria Helena Vieira da Silva. A artista (Lisboa ,13 de junho de 1908 — Paris, 6 de março de 1992) foi uma pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956. Maria Helena Vieira da Silva era filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, e neta de José Joaquim da Silva Graça, fundador do jornal O Século, tendo vivido na casa do avô, em Lisboa. Despertou cedo para a pintura. Aos onze anos ingressou na Academia de Belas-Artes, em Lisboa, onde estudou desenho e pintura. Motivada também pela escultura, estudou Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1928 foi residir para Paris, onde estudou com Fernand Léger, e trabalhou com Henri de Waroquier (1881-1970) e Charles Dufresne. Em Paris conheceu seu futuro marido, o também pintor Árpád Szenes, húngaro, com quem se casou em 1930. Realizou inúmeras viagens à América Latina para participar em exposições, como em 1946 no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Devido ao facto do seu marido ser judeu e de ela ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. Então, o casal decidiu residir por um longo tempo no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. No Brasil, entraram em contato com importantes artistas locais, como Carlos Scliar e Djanira. Ambos exerceram grande influência na arte brasileira, especialmente entre os modernistas.

Vieira da Silva foi autora de uma série de ilustrações para crianças que constituem uma surpresa no conjunto da sua obra. Kô et Kô, les deux esquimaux, é o título de uma história para crianças inventada por ela em 1933. Não se sentindo capaz de a escrever, a pintora entregou essa tarefa ao seu amigo Pierre Guéguen e assumiu o papel de ilustradora, executando uma série de guaches. A partir de 1948 o Estado Francês começa a adquirir as suas pinturas e em 1956 tanto ela como o marido obtêm a nacionalidade francesa. Em 1960 o Governo Francês atribui-lhe uma primeira condecoração, em 1966 é a primeira mulher a receber o Grand Prix National des Arts e em 1979 torna-se cavaleira da Legião de Honra francesa. Participou na Europália, em 1992, e veio a morrer nesse ano.
Para honrar a memória do casal de pintores, foi fundada em Portugal a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, sediada em Lisboa.

 

Sara

Natural de Braga, Portugal. Licenciada em Design do Produto pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo na Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Actualmente a realizar estágio profissional na empresa Conceitos Diferentes, Lda, em Vila Nova de Famalicão. Interesses em todo o tipo de arte, especialmente artes gráficas, música, cinema, natureza.

Johnnie Walker Blue Label

Esta nova colecção criada para a Johnnie Walker e denominadada de Blue Label foi conseguida através da colaboração com o Gabinete de Design Porsche Design Studio e Cosfibel, para a Diageo Reserve.

Esta colecção composta por três objectos de classe, sendo dois deles de edição limitada. O primeiro: “The Chiller”, protege a preciosa garrafa de 75cl de Johnnie Walker Blue Label. O segundo, ao qual chamaram “the cube”, apresenta e expõe a garrafa de 75cl de Johnnie Walker Blue Label, juntamente com quatro copos de cristal e, em aço inoxidável escovado as palavras ‘Man Striding’ nas pinças para o gelo. Existe também uma versão iluminada, para espaços de prestígio, hotéis e restaurantes.

colecção de luxo johnnie walker blue label
colecção de luxo johnnie walker blue label

 

Existe ainda uma versão mais leve para viagem. Esta versão “Muni Cube” engloba apenas uma garrafa de 75cl de Johnnie Walker Blue Label, dois copos de cristal e e a pinça em aço inoxidável escovado, igualmente com as palavras ‘Striding Man’ gravadas.

A Cosfibel foi a empresa seleccionada, pois possui uma larga experiência em embalagens de luxo com diferentes tipos de materiais. Neste caso, a embalagem contêm detalhes minuciosos, como por exemplo a costura em couro que percorre toda a extensão das embalagens. Já a  Porsche Design Studio colaborou na criação de requinte, como por exemplo o pormenor do alto-relevo, uma placa de metal escovado simples que apresenta o logótipo do estúdio. O design simples e moderno, em certo aspecto futurista, é reforçado pela tampa de aço inoxidável micro-escovado e monograma JWS.

colecção de luxo johnnie walker blue label

colecção de luxo johnnie walker blue label

 

Os economicamente mais afortunados desta vida, podem ainda adquirir um dos dezoito (apenas 18 unidades) bares criados em exclusivo para esta colecção. O bar tem 2.20 metros, por 66 x 66 centímetros. Por isso, se tiver lá em casa um cantinho aproveite, lembre-se que só existem dezoito unidades…

Uma das dezoito unidades

Uma das dezoito unidades

 

O bar contempla duas garrafas Johnnie Walker Blue Label 75 cl., uma magnum de 1,5 litros, oito copos de cristal, dos quais cinco estão ao lado de uma jarra (como pode ver na imagem) e um balde de gelo em cristal num compartimento refrigerado. O mais complicado de tudo isto é apenas o valor do mesmo, que rondará qualquer coisa como 113 mil e 600 Euros, mas… talvez como forma de justificar esse valor, posso ainda acrescentar que o bar tem um sistema de abertura automático que é controlado através da detecção sensorial. Este sistema foi desenvolvido pela Deutsche Werkstätten Hellerau GmbH (DWH), especialista em armamento para iates de luxo.

 

Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.

All together now | Optimus

“O que nos liga é Optimus” 

Este é o slogan lançado pela Optimus na sua nova campanha.  Com esta campanha a operadora alia uma nova música e o envolvimento de várias personalidades das artes e espectáculo nacionais.

Com este slogan a Optimus pretende realçar os valores de proximidade e envolvimento emocional da marca com os seus clientes. Pretende também  mostrar às pessoas que se podem ligar de diferentes e inovadoras formas, ajustadas a uma realidade tecnologicamente avançada e que faz parte do dia-a-dia da Optimus.

O tema escolhido foi o dos Beatles “All Together Now” ( desculpem a minha ignorância, mas ao fazer este post é que descobri este facto! ).


A campanha foi desenvolvida pela Euro RSCG para vários meios, sendo que o mais conhecido, e que aqui abordo, é o spot televisivo, que contou com a realização de Marco Martins, produção da Ministério dos Filmes e foi totalmente filmado em Lisboa.


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Isabel Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Atualmente a trabalhar na empresa Conceitos Diferentes, Lda.

Camião Telecomandado Reboca Automóveis

Luca Bordin é um italiano fanático por camiões, principalmente pelas marcas e modelos construídos nos EUA. Tem como modelo favorito o Peterbilt 359, produzido entre 1967 e 1987.

Após ter visto um vídeo na Internet de um homem a conduzir uma miniatura de camião, decidiu que não ia desistir enquanto não conseguisse fazer a mesma coisa. Neste seguimento surge então a réplica do 359 à escala 1:4.

Primeiro construiu a cabine em fibra de vidro com a ajuda de um modelo em madeira, os cromados são recriados por plástico polido e depois de muitas horas de paciência e persistência com a pintura, passou para a construção do chassi composto por dois cilindros de aço com 1.5 mm de espessura preparado desta forma para transporte pesos elevados.

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Espaço negativo

O que é o espaço negativo?

Constantemente vemos esta forma de desenhar aplicada em várias imagens, publicidades, logótipos… e se calhar nem sabíamos definir o que era…

Pois bem, primeiro, e para perceberem melhor, explico o espaço positivo. Tendo por base a imagem acima, o espaço positivo é aquele em que o objeto em questão é o foco da atenção, neste caso, a pistola. Consecutivamente, o espaço negativo é o inverso. Ou seja, quando o objeto em questão depende do seu redor para definir-se. Neste caso, o gatilho que foi transformado numa cabeça a sangrar.

Existe muitas imagens que aproveitam o espaço negativo. Algumas surgem como verdadeiros quebra cabeças e requerem muita atenção por parte do observador.

Vejam por exemplo a imagem abaixo “blade”. Conseguem decifrar? Ainda há mais difíceis! É tudo uma questão de imaginação :)

 

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Isabel Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Atualmente a trabalhar na empresa Conceitos Diferentes, Lda.