Archive for Setembro 26th, 2011

Diferentes modos de cor: RGB e CMYK

Os designers e criativos usam no seu dia a dia diferentes modelos para seleccionar e manipular a cor, como resultado do uso de diferentes formas de visualização das cores. Num televisor, num computador ou mesmo num telemóvel a imagem emite diferentes tonalidades de luz vermelha, verde e azul (do inglês RGB: Red, Green, Blue) de forma a gerar a imagem num seu todo. Assim, quando trabalhamos, editamos, ou criamos algo num software de imagem como os as Adobe ou Corel por exemplo, temos disponível nas opções da aplicação o modo de cor a usar e que devemos seleccionar logo à partida tendo em conta o tipo de trabalho que estamos a desenvolver. Se estamos a fazer um banner para um website por exemplo deveremos trabalhar em RGB, mas se estamos a desenvolver um flyer para impressão, então nesse caso, deveremos trabalhar a imagem em CMYK.

O que é o CMYK? O modo CMYK é utilizados para os sistemas de impressão. O processo de impressão é regularmente feito usando quatro cores transparentes: ciano, magenta, amarelo (do inglês CMY: cian, magenta, yellow) e preto (do inglês K: black). O preto é usado essencialmente para criar detalhe nas imagens, para trabalhar as sombras, impressão de texto e claro… todo o tipo de gráficos que queiramos desenvolver nessa cor. Quando estamos a trabalhar numa aplicação de edição gráfica, podemos então conforme já atrás referido, alternar entre diferentes modelos de espaço de cor. Aqui referimos apenas o RGB e o CMYK, mas existem ainda outros modos de cor como o demonstra a imagem abaixo.

modos de cor

modos de cor

Vermelho, Verde e Azul, ou seja o modo de cor RGB é um modo de cor que é conseguido através da adição das cores primárias da luz. Em termos de tratamento da cor numa aplicação, temos de a trabalhar numa escala de 0 a 255, em que 255 corresponde a 100% de adição de luz. Ora, se por exemplo se combinar 100% de cada uma das cores, obtemos aquilo a que definimos de luz ou seja o branco; Por outro lado se não adicionarmos qualquer percentagem de cor ficamos apenas com a escuridão,por outras palavras, preto. Já no caso do modo de cor usado para impressão (CMYK), estamos a falar de cores subtractivas e não aditivas como no caso do RGB. Ora, no caso das cores subtractivas a cor é conseguida através da adição de pigmentos de cor: ciano, magenta, amarelo e preto. Estes pigmentos de cor filtram os componentes primários da luz (RGB) e vê-mos apenas o remanescente. Por exemplo, se fazemos uma impressão na qual absorvemos toda a luz vermelha, o resultado será um azul água composto apenas pela luz subjacente: a verde e a azul.

Se se combinar numa folha de papel 100% de ciano, magenta e amarelo, o resultado seria na teoria a completa absorção da luz e logo, obteríamos o preto, mas devido às impurezas existentes quer no suporte físico (neste caso uma folha de papel) quer mesmo devido às impurezas existentes nos próprios pigmentos de cor, a verdade é que quando juntamos a totalidade das três cores (CMY) não conseguimos obter mais do que um preto que não é verdadeiramente preto. Chamamos a esse preto um preto russo. Assim, foi necessário adicionar uma quarta cor (K), o preto, para se conseguir o preto ‘puro’.

CMYK e o Preto Russo

CMYK e o Preto Russo

Normalmente as aplicações gráficas, como por exemplo as referidas logo no início deste artigo, requerem que se trabalhe apenas num modo de cor: RGB ou CMYK. No entanto, embora se esteja a trabalhar em apenas um modo de cor, habitualmente estão disponíveis outras formas de selecção de cor como Pantones ®, HSB (Matiz, Saturação e Brilho), entre outros.

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Paulo Rocha

Nascido a 15 de Janeiro de 1979 em Santiago de Bougado, Trofa, Portugal. Apaixonado por Fotografia, Artes Gráficas e Turismo Rural/Ambiental. Actualmente assume as funcões de Director Criativo na empresa Conceitos Diferentes Lda, em Vila Nova de Famalicão.