Como estabelecer uma identidade nas Marcas

Cada vez mais é necessário que as empresas criem uma marca e que essa marca se distinga e as distinga da concorrência. Uma marca demora bastante tempo a ser criada, mas se for feita de forma eficaz, é um processo que vale bem todo o esforço encetado.

A marca nada mais é que a imagem pública da empresa, dos seus produtos, dos seus serviços… a marca é em suma a reputação da empresa, o seu valor acrescentado. Uma marca aliás, pode, se criada de forma consistente, determinar a percepção dos consumidores e suas expectativas. Uma marca para ter sucesso tem de incorporar a personalidade e valores dos colaboradores da sua empresa.

O objectivo de uma estratégia credível na identidade de uma marca é desenvolver de forma clara e criativa mensagens consistentes e de fácil memorização e enquadramento. Uma boa marca não comunica apenas com os seus atuais clientes, uma boa marca é capaz, através das suas mensagens, de comunicar com diferentes públicos, nos quais se devem incluir, obviamente, os clientes atuais, os potenciais e aqueles que têm uma ideia errada ou negativa da empresa.

Agora, convém ter em conta que estas mensagens têm de ser criativas, mas simples, concisas e diretas.

1.ª fase: Criar um logótipo

 

Algo que é crucial na criação de uma marca é a existente de um elemento gráfico, de um logótipo forte. Mas, é importante lembrar que o logótipo não é a marca em si, ele apenas simboliza visualmente os valores da marca e, pode servir de ponte emocional com o produto.Assim, o logótipo de estar correctamente integrado em todos os elementos comunicativos, quer sejam brochuras, quer seja uma comunicação interna, quer seja um e-mail… todos os elementos comunicativos, é realmente todos. Basta verem casos como a Nike, ou como a McDonalds, em que a presença do ‘visto’ e dos ‘arcos’ é uma constante… Podemos então concluir que a presença do logótipo acompanhado de uma aparência estética organizada e visualmente atraente, é vital na construção de uma marca credível.

Uma regra muito importante é que o logótipo deve conseguir comunicar por si só. Um bom logótipo não carece de uma explicação plausível. A Apple não vende maças e todos sabemos como é o seu logótipo. Casos como os referidos anteriormente devem servir como exemplo a quando da criação do logótipo. No exemplo em cima, pegamos num logótipo praticamente desconhecido em que se apostou na simbologia da folha para estabelecer a comunicação emocional com o cliente. Se pegarmos por exemplo no logótipo da edp, teríamos o sorriso a estabelecer essa mesma comunicação. Aliás, pegando ainda neste exemplo se consegue demonstrar o quanto vale uma marca. O logótipo do Feliz é mais antigo que o da Edp e, embora a meu ver um seja cópia do outro, a verdade é que o consumidor comum apenas conhece, ou pelo menos identifica melhor o logótipo da Edp, os seus valores e o que a empresa faz, do que o Feliz. Se uma marca for realmente eficaz ela tornar-se-á muito mais que uma marca, ela tornar-se-á o verbo, o produto, a causa. Por exemplo: o passáro azul do Twitter, tornou-se tão bem sucedido que uma pessoa quando diz a alguém que vais escrever algo no twitter, diz que vai ‘twittar’ algo, ou então no caso das máquinas de barbear manuais, às quais imediatamente apelidamos de ‘giletes’ (Gillette), ou ainda aquela papinha para bébés a que chamamos de céralac (Cerelac da Nestlé), outros exemplos existem em que a marca passa a definir o tipo de produto. Marcas com fortes identidades visuais ajudam a que isto se torne uma realidade.

2.ª fase: Investigar a identidade da Marca

A parte complicada hoje em dia não é a de encontrar que lhe crie o logótipo. É realmente fácil encontrar e contratar um designer gráfico para o ajudar na criação da sua marca. O problema é o tempo que é necessário para delinear um projeto credível, caso contrário, todo o tempo, dinheiro e energia dispendida na criação do logótipo será em vão.

Em primeiro lugar devemos começar por estabelecer uma análise SWOT exaustiva. Ao avaliarmos as Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças para a empresa, podemos prever onde encontraremos sucesso e corrigir eventuais fracassos.

Quando necessário, deve-se fazer uma revisão completa do negócio e tentar descobrir qual o produto ou serviço que o torna diferente da concorrência. Além disso, considere o seu público-alvo, quais as suas principais preocupações e como a sua empresa os pode ajudar. Durante a chuva de ideias (brainstorming) evite rejeitar ideias, independentemente de lhe parecerem estúpidas, absurdas e sem cabimento, pois muitas vezes é através dessas ideias fora de contexto que surge por vezes as melhores soluções.

Por fim, tente reduzir essa listagem apenas às três melhores ideias e junte um pequeno grupo para avaliar essas mesmas ideias. Tenha em conta as suas reações, percepções e concepções, bem como as conotações que lhe possam atribuir, sentimentos, enfim, tenha em conta todas as opiniões em geral. Este grupo deve ter elementos de diferentes áreas: pessoas da sua área, clientes e elementos que nada têm a ver consigo.

3.ª fase: Construir uma estratégia de marca

Não tenha medo dos comentários negativos… eles existem, infelizmente erros acontecem, o importante é que os vejamos, os consideremos e desenvolvamos uma estratégia de marca que os tenha em conta. Os erros e os comentários negativos, ajudam-nos a crescer. O ideal é fazer uma listagem (sim, mais uma…) das opiniões públicas correntes e em seguida, sentar-se à mesa com os seus colaboradores e olhar criticamente para essas opiniões. Tem de se conseguir olhar com distanciamento para essas opiniões e descobrir como essas opiniões (crenças por vezes) podem ser reposicionadas.

Um exemplo prático são as máquinas de filme 35mm. Foram um sucesso, depois passaram para algo ultrapassado e hoje foram reposicionadas, sendo vistas como algo intemporal. Pense nos seus produtos da mesma forma, pense nas opiniões dos seus clientes de igual forma. Existe sempre um ponto positivo no qual nos podemos agarrar para inverter a situação e melhorar o sentimento que as pessoas têm da nossa marca, do nosso produto.

Algo muito importante ao criar uma estratégia de marca é definir regras. Regras básicas de funcionamento e depois, com base nessas mesmas regras, se apresentar ao mercado. Recorde-se que é importante que os clientes sintam que são todos tratados de igual forma, que existem regras que são aplicadas a todos os seus clientes. Claro que é conveniente dividir os seus clientes em pelo menos três tipos de importância e ter isso em conta aquando da criação de regras.

Voltando às opiniões. Após ouvir todas as opiniões defina e declare a posição da sua marca. Não mais que dois parágrafos. Esta declaração descritiva deve incorporar todos os valores da empresa, e é a partir dessa declaração que a sua empresa comunica todo o negócio a uma só e única voz.

Feitos isto, podemos começar a desenvolver elementos gráficos e textuais. Estes elementos devem, tal como a declaração atrás referida, reflectir toda a personalidade e valores da marca, bem como coincidir com o interesse e estilo de vida do seu público-alvo. Afinal, eles são a causa da sua existência. Por exemplo, se se tratar de uma empresa jogos radicais, esta quer um público jovem, atlético e dinâmico, logo as suas mensagens devem criar um ambiente lúdico e capaz de o libertar do dia a dia; Por outro lado, se se tratar de uma empresa de seguros, esta necessita construir uma marca muito mais moderada de forma a conseguir passar uma mensagem e imagem de confiança aos seus potenciais clientes.

4.ª fase: Não esqueça o seu slogan

Deve criar um slogan (frase, lema, grito de guerra) capaz de definir o seu negócio. Quando os clientes lerem ou ouvirem aquele slogan devem pensar imediatamente na empresa associada. Por exemplo quando alguém diz “Tou xim! É pra mim” rapidamente associo à extinta telecel, ou então a Antena1 através de “a rádio que liga Portugal” ou porque não a RTP2 com o seu “quem vê, quer ver”.

O importante é que o slogan seja simples e de fácil memorização. Além disso, o slogan também tem de ser curto de forma a caber junto com o logótipo.

Por fim e para terminar… mas não menos importante. É importante que todos os colaboradores da empresa se vejam como parte integrante dessa empresa, como uma família. Cada elemento da empresa, representa a própria empresa e é como que um embaixador da sua marca.

Não esqueça isso… é o mais importante!

fonte: Este artigo teve como base de inspiração uma pesquisa de Jacob Cass.

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