Análise ao Mundial de 2010
E o Mundial já se acabou… Mas aqui fica um apanhado de certos pormenores que marcaram este grande evento.
O logótipo foi desenhado por Gabriel de Abreu, filho de portugueses. Procura aqui representar uma figura negra e executar um pontapé de bicicleta numa bola. E no fundo procura mostrar ao mesmo tempo o continente Africano e o movimento do jogador que faz o remate. As cores aqui presentes são muito familiares à maior parte das bandeiras deste continente que é conhecido pelo gosto pelas cores fortes e contrastes.
É um logótipo que procura buscar toda a sua essência à cultura africana, ao artesanato tradicional africano e à alma, cultura e personalidade deste continente.
A cerimónia de abertura centrou-se num concerto com vários artistas internacionais em Johanesburgo. Nomes como Shakira, Alicia Keys, Juanes, Black Eyed Peas, entre outros, marcaram presença. E como não poderia deixar de ser, os bilhetes rondaram os 45 e os 115 euros e o evento teve transmissão ao vivo em todo o mundo.
A música é sempre um ponto marcante nestes eventos. A organização do Mundial procurou então uma música, cuja melodia e letra transmitissem união, solidariedade, fraternidade… Assim as músicas que marcaram este acontecimento, entre outras, foram “Sign of Victory” de R. Kelly, “Wagin Flag” (Bandeira ao Vento) cantada pelo cantor canadense K`naan, música conhecida também pela publicidade da Coca-Cola e ”Waka Waka – (This time for África)” da cantora colombiana Shakira.
Um dos aspectos mais importantes de qualquer jogo de futebol é a bola. Neste caso, esta foi baptizada de “Jabulani” que significa “comemorar” no idioma zulu. É a 11ª edição das bolas Adidas para o Campeonato do Mundo e como tal esta vem preenchida com 11 cores, que são uma homenagem ao futebol e ao primeiro Mundial realizado no continente africano. As 11 cores da “Jabulani” representam os jogadores de uma equipa, cada uma das línguas oficiais da África do Sul e cada uma das comunidades sul-africanas que receberam o Mundial. O design da bola celebra ainda duas importantes características do país-sede: a diversidade e a harmonia, dois princípios que tornam a África do Sul a perfeita anfitriã para um evento tão importante.
As vuvuzelas, tradicionais da África do Sul, foram alvo de uma grande campanha de Marketing e transformaram-se num dos símbolos deste Mundial. Apesar de não ser apreciado por todos, este era o som que se fazia sentir mais forte durante este último mês.
Foram alvo de tentativa de afastamento por parte da FIFA devido à preocupação do seu uso como arma e de que fosse utilizada como método de publicidade (autocolantes publicitários, por exemplo). Porém, a SAFA (South African Football Association), procurou defender este instrumento, afirmando que era uma parte essencial do futebol na África do Sul. De modo a chegar a um consenso, a FIFA decidiu permitir a sua utilização desde que não excedessem 1 metro de comprimento. Assim, principalmente durante os jogos estas fizeram-se sentir bem alto e forte no apoio às selecções participantes.
Os 10 estádios escolhidos para o Mundial na África do Sul foram: o ”Nelson Mandela” dedicado a Nelson Mandela e ao futebol, construído de propósito para o mundial de 2010 e ficou pronto um ano antes de se iniciar a competição (situa-se em Porto Elizabeth); o “Free State” lar de uma das claques mais fanáticas do país, foi modernizado para a Taça das Confederações da FIFA 2009, e onde aconteceu a semifinal entre Espanha e Estados Unidos, onde os americanos protagonizaram uma das maiores surpresas do torneio e mandaram para casa os campeões europeus diante de um estádio lotado (fica em Bloemfontein); o “Moses Mabhida” em homenagem a Moses Mabhida, uma grande figura política da África do Sul e comandante do MK. Foi construído para o Mundial e especificamente projetado para ser reutilizado para outros eventos. Assim tem um anfiteatro completo com um teleférico que eleva a uma plataforma de observação no topo do enorme arco de 350 metros de extensão, mais de 100 metros acima da relva, o que permite aos visitantes vistas panorâmicas espetaculares da costa e da cidade.
O estádio é inspirado na bandeira nacional, com o seu grandioso arco representando a união de um país apaixonado pelo desporto. Os dois mastros do arco no lado sul do estádio unem-se para formar uma única base no lado norte, simbolizando a união de uma nação anteriormente dividida (fica em Durban).
O estádio de “Soccer City“ sofreu reformulações de modo a cumprir os critérios internacionais. Mais um símbolo da cultura africana, este foi inspirado no calabash, tradicional vaso artesanal africano (fica em Johanesburgo). O estádio “Elis Park” (Johanesburgo) é uma homenagem a JD Ellis, vereador de Johanesburgo que aprovou o uso de um terreno equivalente a cinco campos de futebol para abrigar o estádio. O estádio ”Mbombela” faz justiça ao evento pois tem como signoficado “muita gente reunida num pequeno espaço” Trata-se de uma palavra do idioma suázi, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul (fica em Nelspruit); “Peter Mokaba“, nomeado em homenagem a Peter Mokaba que nasceu e foi criado em Polokwane e ficou conhecido pela combatividade e pela liderança inspiradora na luta pela emancipação da África do Sul contra o regime do apartheid.
Este estádio foi inspirado no Baobá, a árvore símbolo da região, com quatro “troncos” gigantes em cada canto do estádio sustentando a cobertura e acomodando rampas de circulação vertical e núcleos de serviços (fica em Polokwane); o “Loftus Versfeld” é dos mais antigos da África do Sul, e casa de grandes eventos desportivos desde 1903 (localiza-se em Pretória) e por último o “Royal Bafokeng” cujo nome se deve a um povo que vive na região (Rustemburgo).
Foram 30 dias ligados ao futebol, festa, alegria, ritmo desportivo, atenção aos craques que iam representar as suas selecções de raízes e que no final acabou por a Espanha sair vencedora ganhando à Holanda que ficou pela segunda posição por 1-0, a Alemanha em terceiro por ter ganho por 3-2 ao Uruguai ficando assim na quarta posição.
Fonte: fifa | maisfutebol | wikipedia












No comments yet.